Lupi diz que Ministério do Trabalho é imune a denúncias de corrupção
RODRIGO VARGAS
da Agência Folha, em Cuiabá
Em Dourados (MS) para inaugurar uma central do programa Primeiro Emprego, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) se declarou, nesta terça-feira, imune às denúncias de corrupção que envolvem seu ministério e a Força Sindical. "A mídia tentou me escolher para Cristo, mas meu santo é forte, é mais difícil me derrubar. Eu sou um homem que acredita muito nas forças espirituais", disse.
Questionado por jornalistas se a comprovação de um eventual esquema afetaria a imagem de seu partido, o PDT, Lupi seguiu na mesma linha. "Isso não atinge o partido. Você acha que a igreja é atingida pelo fato de alguns padres não cumprirem os ritos da igreja e exagerarem em algumas práticas não comuns? A igreja continua."
Para Lupi, as denúncias de aparelhamento do ministério pela central sindical são "ultrapassadas". "Já esclarecemos o que havia para esclarecer. O que ainda existe é esta questão do Paulinho com o BNDES. O Paulinho se afirma inocente e a PF continua investigando. Para mim, vale a máxima de que todo mundo é inocente até prova em contrário."
O ministro negou a possibilidade de que tenha havido, dentro do ministério, algum direcionamento irregular de recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). "O Ministério do Trabalho e o Codefat [Conselho Deliberativo do FAT] não gerenciam recursos nem do FAT nem do FGTS. Isso fica a cargo do BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil e Banco do Nordeste, todos bancos oficiais."
Lupi disse considerar que as acusações sejam o resultado de uma "briga política". "Tem gente que é contra a Força, as centrais sindicais e o direito do trabalhador. Tem gente que quer reforma trabalhista e acabar com o 13º salário, as férias remuneradas e a licença maternidade", disse, sem citar nomes.
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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