Brasil
28/05/2008 - 11h46

Arrozeiro diz que ONGs incentivam violência entre índios e alerta para novos conflitos

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O produtor de arroz e prefeito de Pacaraima (RR), Paulo César Quartiero (DEM), criticou hoje a atuação das ONGs (Organizações Não-Governamentais) dentro das comunidades indígenas. Para Quartiero, existem ONGs que incentivam a violência dos povos indígenas.

"A questão dos índios está mal colocada. Existem ONGs que incentivam a violência dentro das comunidades", disse Quartiero.

Nos últimos dias, índios de diversas etnias vem realizando uma série de protestos pelo país. Em várias manifestações, os índios reivindicam a liberação de recursos para ONGs ligadas às suas comunidades.

Num outro caso de violência, índios caiapós agrediram com facões o engenheiro da Eletrobras Paulo Fernando Rezende em Altamira (PA), quando fazia uma apresentação sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. A ONG Movimento das Mulheres Trabalhadoras de Altamira, um padre católico e um secretário do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) são suspeitos de comprar facões novos e incitar o ataque.

Suspeito de liderar um ataque contra um grupo de índios que tentavam montar um acampamento dentro de sua fazenda, localizada dentro da reserva Raposa/Serra do Sol, Quartiero afirmou que a política indigenista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é prejudicial à paz e incita a violência na região.

Quartiero voltou a pedir a retirada da Polícia Federal da reserva Raposa/Serra do Sol e substituição de seus homens por integrantes do Exército.

O prefeito de Pacaraima disse que os arrozeiros estão dispostos a deixar a área de essa for a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que julga em junho uma ação sobre a demarcação das reservas indígenas. No entanto, ele afirmou que independentemente da decisão do Supremo, dificilmente vai haver paz na região.

Quartiero participa hoje de uma audiência das Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional; e da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, na Câmara dos Deputados. Também foram convidados para a audiência os ministros Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) e Tarso Genro (Justiça), além do governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PMDB).

Comentários dos leitores
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
sem proteção os indios ficam a mercê de todos os perigos existentes na Amazonia.Agora as Farc tambem querem se aproveitar da fraqueza indigena. 2 opiniões
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