Presidente do Conselho de Ética ataca imprensa e diz que decide caso Paulinho em 15 dias
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O novo presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, Sérgio Moraes (PTB-RS), disse hoje que vai analisar em 15 dias o pedido de abertura de um processo contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) por quebra de decoro parlamentar. Ele disse que o conselho não vai ser influenciado pela pressão da imprensa.
"Eu, como presidente da comissão, digo que ela não vai ser pautada pela imprensa. Não vamos obedecer regras da imprensa", respondeu ele ao ser questionado se não tinha pressa em resolver o caso.
O corregedor-geral da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE), recomendou ontem à Mesa Diretora da Casa a perda do mandato de Paulinho. Para Inocêncio, as justificativas de Paulinho são vazias e improcedentes. "É caso para perda de mandato. Não temos dúvidas de sua culpabilidade. A situação é gravíssima", disse o corregedor.
Por unanimidade, a Mesa Diretora da Câmara decidiu encaminhar o caso ao Conselho de Ética.
Paulinho é suspeito de envolvimento com o esquema de desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O esquema foi desmantelado pela Operação Santa Tereza da Polícia Federal. O deputado negou as acusações, afirmou que é vítima de "perseguição" e ganhou o apoio do PDT que se esquivou de encaminhar o caso para a comissão de ética da legenda.
Outro lado
Paulinho disse hoje estar tranqüilo com as acusações sobre seu envolvimento no desvio de recursos do BNDES.
Paulinho disse ainda que "parte da elite" não gosta de seu trabalho na Câmara. "A pessoa que disse que tinha usado meu nome, ficou comprovado oficialmente que trata de uma armação contra mim, de uma parte da elite que não gosta do meu trabalho na Câmara. Um sujeito fala com outros, cita meu nome, esse mesmo sujeito vai na Justiça Federal e diz que usou meu nome, mas a imprensa ainda insiste em dizer que sou o culpado. Eu vou fazer hoje um pedido de reparação por danos morais. Vamos fazer uma série de processos para reparar a minha honra e a de minha família. Não tem nenhuma prova contra mim, nada."
Em depoimento anteontem à Justiça Federal, João Pedro de Moura, consultor da Força Sindical em São Paulo e ex-assessor de Paulinho, admitiu que pedia, em nome do congressista, dinheiro a integrantes do grupo investigado pela Polícia Federal. Ele alegou ter usado "indevidamente" o nome do deputado e que o dinheiro não chegou às mãos de Paulinho. Moura disse ter recebido R$ 200 mil.
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Especial


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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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