Corregedor da Câmara critica presidente do Conselho de Ética por adiar caso Paulinho
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O corregedor-geral da Câmara, Inocêncio Oliveira (PP-PE), criticou nesta quarta-feira o presidente eleito do Conselho de Ética, deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), por indicar que pode atrasar sua decisão sobre as denúncias que envolvem o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP).
Segundo Inocêncio, Moraes "descumpre" o Código de Ética da Câmara que determina a "imediata" abertura de inquérito quando há recomendação da Corregedoria Geral da Casa. "Acho um absurdo isso [o fato de Moraes só querer a representação feita pela corregedoria em 15 dias]. Nesse meio tempo pode surgir um fato novo e ele ser atropelado", afirmou o corregedor.
Com o Código de Ética da Câmara em mãos, Inocêncio disse que há uma determinação clara para instauração imediata de processo em casos de recomendação da corregedoria e da Mesa Diretora da Casa. "Ele [Moraes] não pode procrastinar a decisão, talvez esteja desinformado sobre o que determina o código", disse o corregedor, em tom de ironia.
Mas Inocêncio afirmou que se manterá atento e caso observe atrasos no processo, vai preparar um ofício via Mesa Diretora da Câmara para ser enviado a Moraes determinando o cumprimento do Código de Ética da Casa. "As denúncias são gravíssimas. Há aproximadamente 40 volumes com informações [na Polícia Federal e no Ministério Público Federal] só sobre o caso", disse ele.
Paulinho é acusado de envolvimento com um esquema de irregularidades que fraudava o BNDES (Banco Nacional Desenvolvimento Econômico Social). O esquema foi desbaratado pela Operação Santa Tereza, realizada pela Polícia Federal.
O deputado do PDT negou as acusações e disse ser vítima de perseguição por sua defesa aos direitos dos trabalhadores. Em entrevista ontem à noite, Paulinho negou a possibilidade de renunciar ao mandato parlamentar na tentativa de escapar da cassação. Segundo ele, apresentará sua defesa no Conselho de Ética da Câmara.
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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