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Brasil
30/05/2008 - 14h09

CCJ aprova projeto que considera inconstitucional prisão de Álvaro Lins; plenário decide hoje

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da Folha Online

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) aprovou hoje, por 6 a 1, projeto de resolução que considera inconstitucional a prisão do deputado estadual Álvaro Lins (PMDB-RJ). O projeto será analisado ainda hoje pelo plenário da Casa.

Para ser aprovado, o projeto precisa de metade mais 1 dos votos dos deputados estaduais do Rio. Como a Casa tem 70 deputados, são necessários 36 votos para aprovar o projeto.

De acordo com a assessoria da Alerj, se o projeto for aprovado, Álvaro Lins --preso nesta quinta-feira pela Polícia Federal-- terá que ser solto imediatamente. O argumento é que Lins tem foro privilegiado e por isso sua prisão precisa da aprovação da Casa Legislativa.

Ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Lins foi preso em flagrante pela Polícia Federal. Documentos encontrados comprovariam o envolvimento de Lins em um suposto esquema de ajuda a criminosos.

Pela lei, o deputado tem imunidade e pode ser preso somente em flagrante, o que foi configurado. A legislação também determina que, uma vez preso, é a Casa Legislativa quem decide se ele permanece na cadeia.

A Assembléia do Rio tem 70 deputados, 17 deles do PMDB, que tem a maior bancada. Na CCJ, a presidência e outras três das sete cadeiras estão na mão do partido.

Prisão

O TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região decretou a prisão de dez pessoas, e o Ministério Público Federal denunciou 16, incluindo o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho (PMDB).

Para a PF e a Procuradoria, Lins e Garotinho mantiveram um esquema com policiais corruptos que protegia os contraventores Rogério Andrade e Fernando Iggnácio na guerra pelo controle de caça-níqueis no Rio.

Segundo a PF, o grupo utilizava delegacias estratégicas, principalmente a de Proteção ao Meio Ambiente, para as ações.

Corrupção

Os bens que, segundo a Polícia Federal e a Procuradoria Regional da República no Rio pertencem ao deputado estadual Álvaro Lins, do PMDB, foram seqüestrados pela Justiça sob a acusação de terem sido comprados para lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF e o Ministério Público Federal, para lavar o dinheiro supostamente recebido dos contraventores, Lins adquiria bens em nome de familiares e conhecidos --daí a prisão do ex-sogro e da ex-mulher dele. Os bens de Lins supostamente adquiridos de maneira ilegal, foram seqüestrados.

Os trabalhos de ontem, segundo a PF, são desdobramentos das operações Gladiador e Hurricane e da quebra do sigilo fiscal de Lins. O nome da operação, Segurança Pública S/A, vem do fato de o esquema investigado funcionar dentro da estrutura das forças de segurança pública do Estado do Rio.

Lins foi chefe da Polícia Civil do Rio durante os governos de Garotinho e da mulher, Rosinha. Ele foi denunciado (acusado formalmente) pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação de contrabando e Garotinho, por formação de quadrilha armada.

Comentários dos leitores
Carlos Franco Franco (505) 28/05/2009 16h29
Carlos Franco Franco (505) 28/05/2009 16h29
Esta provado, cadeia é só para pobre preto da periferia. sem opinião
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elmar oliveira (17) 27/05/2009 14h22
elmar oliveira (17) 27/05/2009 14h22
Soltaram esse para não ter que prender os peixes mais graúdos... do jeito em que as coisas andam, Bento XVI que se cuide... Só quem fica preso hoje, no Brasil, é o cidadão de bem nas celas de suas casas. Vejamos alguns exemplos de pássaros soltos, além desse: Pimenta Neves, Delúbio, Gushiken, Aloprados, Churrasqueiros, Sanguessugas, Mensaleiros, etc. 10 opiniões
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hildo molina (95) 27/05/2009 13h30
hildo molina (95) 27/05/2009 13h30
e viva a justiça!!!!! 4 opiniões
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