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Brasil
01/06/2008 - 11h43

Contratos suspeitos com Alstom já não estão com Estado

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CATIA SEABRA
da Folha de S.Paulo

Apesar da declarada disposição de colaborar com as investigações, o governo do Estado de São Paulo não teria como analisar os contratos firmados entre a Eletropaulo e a multinacional francesa Alstom. Assinados em 1997, os contratos não estão mais sob o poder do Estado, pois a empresa foi privatizada ainda em 1998.

Segundo documentos enviados ao governo brasileiro pelo Ministério Público da Suíça, um contrato assinado em 1997/1998 entre a Eletropaulo --que na época ainda era uma estatal paulista-- e a Alstom é objeto de investigação.

No mês passado, quando veio à tona a informação de que a Alstom era investigada na Suíça por suposto esquema de propina, o governo de São Paulo determinou abertura de sindicância no Metrô, que mantém contratos com a empresa.
M
as ele não poderá fazer o mesmo sobre a Eletropaulo. Em abril de 1998, ainda durante o governo de Mário Covas (PSDB), a Eletropaulo foi comprada pela Lightgás, uma subsidiária do grupo Light.

Todos os contratos ficaram, então, sob a responsabilidade da Eletropaulo Metropolitana, sob o controle das americanas AES Corporation, Houston Industries Energy, Inc. (a atual Reliant Energy), da francesa Electricité de France (EDF) e da brasileira Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Em 2001, com a venda das ações da Reliant e da CSN para a AES Corporation, a Eletropaulo Metropolitana passou a ser controlada só pela AES.

A privatização abriu uma outra lacuna. Em fevereiro de 1998, o plenário do Tribunal de Contas do Estado decidiu que todos os processos sobre contratos da Eletropaulo seriam arquivados sem apreciação.

Foi o que aconteceu, por exemplo, com o contrato entre a Eletropaulo e a GEC Alstom para fornecimento de transformadores de potencial e de corrente. Firmado em 1997, foi arquivado em junho de 1999.

Segundo reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", os documentos apontam o uso de seis empresas "offshore" para repasse, entre 1998 e 2001 --período em que o Estado foi governado por Covas e Geraldo Alckmin--, de até R$ 13,5 milhões em propinas para políticos e autoridades de São Paulo, em valores de hoje.

As "comissões" teriam sido pagas pela Alstom em troca da assinatura de contratos. Segundo a reportagem, os pagamentos foram feitos por intermédio de trabalhos de consultoria não realizados. As "comissões" foram formalizadas de abril a outubro de 1998, período em que Alstom e Eletropaulo tratavam da expansão do metrô de SP.

Comentários dos leitores
joão nogueira (14) 13/10/2009 11h36
joão nogueira (14) 13/10/2009 11h36
Este fac ínora c hamado Marinho é da época do Covas. Esta tucanada para meter a mão na grana eles pulam logo do muro! E les atuam do iapoque ao chuí: Da PB(cassio c. lima)passando por CR(beto richa) e fechando no RGS com(yeda crusius)! sem opinião
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j bonifacio oliveira (11) 17/08/2009 12h57
j bonifacio oliveira (11) 17/08/2009 12h57
Ora, quem diria... A FOLHA publicando a matéria da ALSTOM, só falta agora fazer a matéria completa e relatar quem são os envolvidos, nomes, partidos, etc. etc... . Aqui vai uma sugestão; NÃO SERIA A CORRUPÇÃO TUCANA NO ESTADO DE SÃO PAULO??? 3 opiniões
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Rodrigo. . (172) 17/08/2009 11h28
Rodrigo. . (172) 17/08/2009 11h28
Alguem sabe onde estao os dolares que a Dilma roubou do governo de São Paulo.... é só ler historia, nao sou eu quem escreveu isso...... leiam e saibam quem esta governando nosso pais.... 3 opiniões
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