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Brasil
02/06/2008 - 08h29

Pedetista sairá de conselho para não julgar Paulinho

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Às vésperas da instalação do processo por quebra do decoro parlamentar contra o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), o deputado Dagoberto Nogueira (PDT-MS) decidiu se afastar do Conselho de Ética da Câmara para não julgar o colega. Ele argumenta que, por questões "éticas", não pode condenar nem absolver Paulinho pelas suspeitas de participar de desvio do BNDES.

Dagoberto disse que, se votar a favor da cassação de Paulinho, vai sofrer desgastes no PDT. Ao mesmo tempo, teme que sua imagem fique arranhada junto à opinião pública se absolver o parlamentar.

"Eu acho que, de qualquer jeito, eu perco. Eu não vou participar dessa votação dele." Dagoberto afirmou, no entanto, que pretende participar do processo de investigação antes de declarar-se impedido de permanecer no conselho. Se o deputado deixar o conselho, será substituído por um suplente indicado pelo bloco PDT/ PSB/PC do B/PMN.

O deputado disse estar disposto a mudar de idéia somente se surgirem "provas contundentes" contra Paulinho. "Se tiver coisas concretas, não me afasto e voto pela cassação."

O presidente do Conselho de Ética, Sérgio Moraes (PTB-RS), confirmou que vai instaurar amanhã o processo contra Paulinho. Ele ainda não escolheu o relator do caso, mas não descarta designar uma comissão de três deputados. "Se o consenso for com três, serão três relatores. Se for com um, será um relator. Eu não falei com ninguém porque só vou falar desse assunto em público, na reunião da comissão."

Moraes fez duros ataques ao corregedor da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE), que ingressou com representação contra ele pela demora na instauração do processo contra Paulinho. "Eu quero saber do Inocêncio por que durante todo esse tempo que [o conselho] não tinha presidente ele se calou? Estava bom para ele, quanto mais tempo demorasse era melhor para ele não levar o processo adiante."

Moraes também atacou a imprensa ao criticar a cobertura do processo movido pelo corregedor. "Vocês não vão bater no Inocêncio? Tem vários processos no Conselho de Ética, antes de eu ser presidente, que levavam cinco, seis dias para instaurar inquérito e nomear relatores, com todo aquele aparato. (...) Sou ingênuo, mas não sou tanto. Não estou com medo de ninguém. Podem bater quanto quiser que eu vou ficar em pé."

Procurado pela Folha Online, Inocêncio não foi encontrado para comentar as declarações do colega.

Comentários dos leitores
GILBERTO DA SILVA (1) 20/10/2009 18h12
GILBERTO DA SILVA (1) 20/10/2009 18h12
esses politicos nao tem o que fazer fica ai criando vagabundos... nao deixa quem quer trabalhar, fica ai fazendo lei pra criar vagabundo... se ele nao tem nada q fazer porque nao vai ver aquelas pessas q passa fome... porque nao vai ver as mordomias dos ladroes... nos q somos trabalhadores nao queremos mordomia... queremos trabalhar e ganhar nosso dinheiro... vc nao ta vendo q a china ta atacando o pais ja ja nao tem emprego aqui... ainda vem vc querer reduzir nossa carga horaria, pelo amor de deus cuida entao da sua vida e larga a do povo q vc nao serve pra cuidar nem dos cachorrinhos... eu nao quero reducao na carga horaria quero trabalhar ate mais se for preciso... mas deixa nos em paz e deixa nos trabalhar se vc nao sabe que isso... sem opinião
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Bolinha da Lulu (637) 16/06/2009 23h07
Bolinha da Lulu (637) 16/06/2009 23h07
Caros Senhores;
Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
sem opinião
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ruggerio manca (29) 15/06/2009 18h21
ruggerio manca (29) 15/06/2009 18h21
ela e inocente , culpado sou. sem opinião
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