Brasil
02/06/2008 - 12h45

Em clima de "pizza", CPI encerra os trabalhos sem mencionar dossiê nem pedir indiciamentos

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GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Com ampla maioria na CPI dos Cartões Corporativos, a base aliada do governo quer aprovar amanhã o relatório do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) sem o pedido de indiciamento de autoridades e ministros envolvidos no uso irregular dos cartões no governo federal. O relator também não vai mencionar no texto a montagem do dossiê com gastos da gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB) com os cartões corporativos.

A oposição acusa os governistas de encerrarem os trabalhos em clima de "pizza", uma vez que o relator vai sugerir no texto final somente mudanças no uso dos cartões por autoridades do governo.

Diante da sua decisão de não sugerir punições aos ministros Orlando Silva (Esportes), Altemir Gregolin (Pesca) e à ex-ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial), a estratégia de parlamentares do DEM e PSDB será apresentar votos em separado ao texto de Sérgio.

Na prática, os votos em separado têm apenas caráter político uma vez que o texto de Sérgio será aprovado pela maioria governista na comissão. O Palácio do Planalto deflagrou estratégia para encerrar a CPI esta semana com o objetivo de tirar a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) do foco das denúncias do caso dossiê.

Apesar de inocentar os ministros, o relator prometeu indicar no texto que houve uso abusivo dos cartões corporativos e das chamadas contas B --por isso decidiu sugerir mudanças no pagamento de suprimentos de fundos do governo. Segundo o relator, o texto terá o caráter propositivo.

Sérgio vai finalizar o relatório nesta segunda-feira, para encaminhá-lo à gráfica do Senado a tempo de ser distribuído amanhã para os integrantes da comissão. Os votos em separado da oposição serão apresentados após a leitura de Sérgio.

A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), pode marcar uma nova data para a leitura dos votos em separado, ou permitir que ocorram no mesmo dia --como articula a base aliada.

Tropa de choque

Após o desgaste à ministra Dilma provocado pelo caso dossiê, os governistas avaliam que a CPI vai terminar os trabalhos sem provocar danos à imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Folha Online apurou que a avaliação do governo é positiva em relação à CPI devido ao empenho de parlamentares da base aliada escalados para integrarem a comissão.

Nos dois meses de trabalho da CPI, os deputados da base aliada seguiram a determinação de defenderem o governo federal apesar das críticas da oposição à 'blindagem' dos governistas.

Parlamentares da oposição também admitem nos bastidores que houve falhas do DEM e PSDB na condução dos trabalhos, especialmente depois de concordarem com a instalação de uma CPI mista (com deputados e senadores) ao invés de uma comissão exclusivamente no Senado para apurar o uso dos cartões corporativos --onde a oposição tem maior correlação de forças com os governistas.

Comentários dos leitores
No forum lá em Comandatuba qudo tomaram uma bucha do empresariado, certo politico disse que pouco se importava com a opinião do cidadão cmum mas dos empesários,é o dn-din da campanha.Devemos prestar mais atenção em quem votamos.Não nos venderms por uma cesta basica ou algo semelhante, o povo não é burro é ignorante,agora depois qu souber quem é quem e votar nessa quadrilha que habita Brasilia ai sm é burrice cavalar.Solicito apoio d imprensa em geral para elucidar os internautas com referencia aos planos de saude do Congresso, esclarecendo se é verdade mesmo quando ele deixa o Congreso, ele cntinua tendo direito e toda a a familia?Aqeles que ficam só 6 meses tb tem esse direito.Vejam como os nobres coegas nos enganam evão tentar nos engana muito mais.Pensem bem na hora de votar, pois a mão coça e quem chega só quer facilidades. 4 opiniões
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Os cartões corporativos da presidencia não podem ser sigilosos, esta desculpa cínica so cheira a desvio de dinheiro publico. 4 opiniões
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Elias Vicente de Souza (29) 17/03/2009 09h42
Elias Vicente de Souza (29) 17/03/2009 09h42
No caso brasileiro, nunca fui favorável à reeleição, particularmente entendo que a sociedade de uma forma geral não está preparada para participar do processo político com a lisura que cabe a cada cidadão. Estamos cansados de ver casos de abuso de poder, uso da máquina pública para eleição dos "ungidos" do governo, seja ele qual for. A reeleição já foi um erro, agora, alguns "inteligentes" estão pensando também em um terceiro mandato para Lula, será que isso aqui está virando mais uma Venezuela da vida? 14 opiniões
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