Chinaglia diz que denúncias contra Paulinho prejudicam imagem da Câmara
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), admitiu nesta segunda-feira que a Casa está com a imagem desgastada em decorrência das denúncias contra o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP). Acusado de envolvimento com o desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico), Paulinho teve seu nome remetido pela Corregedoria Geral da Câmara ao Conselho de Ética para instauração de inquérito.
"Acho que não existe justo que todos sejam julgados por um caso individual. Mas é inevitável que haja uma reação. É inevitável que haja um desgaste para o Legislativo", afirmou o presidente da Câmara.
As denúncias contra Paulinho já geraram uma troca de acusações entre o corregedor-geral da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE), e o presidente do Conselho de Ética da Casa, Sérgio Moraes (PTB-RS). Inconformado com a suposta demora na instauração do inquérito, Inocêncio representou contra Moraes à Mesa Diretora da Câmara.
Para examinar a crítica de Inocêncio contra Moraes, Chinaglia nomeou o primeiro-vice-presidente da Câmara, Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), para analisar a representação feita pelo corregedor contra o presidente do conselho. Segundo Chinaglia, ele deve entregar seu parecer nos próximos dias.
Assessores parlamentares afirmam que há brechas no regimento interno da Câmara que indicam que titulares do Conselho de Ética que são representados podem vir a ser afastados de suas funções no órgão.
Já nesta terça-feira, Moraes pretende instaurar o processo contra Paulinho no Conselho de Ética. A partir daí será nomeado um relator para o caso e abertos os prazos para apresentação da defesa e da acusação.
Em entrevistas, Paulinho nega que planeje renunciar ao mandato para escapar da cassação parlamentar. Para Inocêncio, as denúncias contra o deputado do PDT são "gravíssimas" e levam à perda de mandato. Paulinho rechaça as acusações e se diz vítima de "perseguição" por sua defesa aos direitos dos trabalhadores.
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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