Minc diz que tem percepção diferente de Blairo sobre preservação ambiental
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Depois de trocar farpas com o governador Blairo Maggi (PR-Mato Grosso) sobre o desmatamento na Amazônia, o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) admitiu nesta segunda-feira que os dois têm "percepções diferentes" sobre a preservação ambiental na região. O ministro, no entanto, reduziu o tom das críticas ao governador e disse que esclareceu as "diferenças" com Maggi durante conversa por telefone nesta segunda-feira.
Minc disse que pretende dialogar com Maggi para evitar o crescimento das áreas desmatadas na região da chamada Amazônia Legal. "Percepções divergentes, há. Não vamos negar que temos visões diferentes. Mas temos que trabalhar juntos para evitar o avanço da degradação do bioma Amazônia", afirmou.
Minc disse que Mato Grosso, como a economia mais forte da Amazônia Legal, tem a necessidade de ampliar a oferta econômica --o que provoca ações de desmatamento na floresta. Mas ressaltou que Mato Grosso "foi o Estado que mais diminuiu o desmatamento entre os anos de 2003 e 2007".
"Talvez Mato Grosso tenha atualmente a Secretaria de Meio Ambiente mais forte, mas também tem a economia mais forte e talvez mais sensível aos preço das commodities", afirmou.
Antes de tomar posse no cargo, Minc fez críticas a Maggi ao afirmar que "para variar" Mato Grosso era o Estado com maior aumento em sua área desmatada. Em resposta ao ministro, o governador disse que havia ficado "decepcionado" com Minc diante de sua postura crítica ao Estado.
Dados revelados hoje pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontam que Mato Grosso liderou o ranking dos Estados com maiores áreas desmatadas em abril deste ano --com 794,1 km2 de florestas devastadas, seguido por Roraima, com 284,8 km2.
Segundo Minc, os dados divulgados pelo Inpe foram prejudicados por nuvens na região amazônica que podem ter ocultado áreas desmatadas em Estados como o Pará. "Os indícios de desmatamento podem ser muito piores do que esses. O Pará não deu nada porque só tinham nuvens", explicou.
O Inpe detectou que 1.123 km2 da Floresta Amazônica sofreram desmatamento no mês de abril, uma área semelhante à cidade do Rio de Janeiro. Em março, o índice de desmatamento havia ficado em 145 km2. Conforme o Inpe, o aumento pode ser explicado, em parte, pela maior oportunidade de observação do sistema Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), que faz essa medição.
Isso porque em março deste ano 78% da Amazônia estava sob nuvens e, em abril, esse índice foi reduzido para 53%. Em Mato Grosso, por exemplo, que teve uma área de desmatamento registrada de 112,4 km2 em março, a cobertura de nuvens diminuiu de 69% para apenas 14% em abril.
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Um breve relato de uma região que morei um dia e vivi, a Região do Rio Araguaia no Mato Grosso onde foram implantado mais de 30 projetos fundiarios na Época dos anos 70.
Como era a legislação, o interessado comprava 400 he e teria o direito de desmatar 50%, os outros 50% deveria ser preservação do serrado da região, mas eles desmatavam mais que os 50% para plantar o arroz sequeiro, tudo com emprestimos do Banco do Brasil, tudo com a supervisão de instituições publicas de agropecuarias.
O homem não tem limites em suas ambições e não respeita nada e quando alguem fala ele diz que é desenvolvimento, e vai destruindo tudo que vê pela frente por interesse financeiro o principal interesse são os financiamento do Banco do Brasil e a primeira coisa que faz quando toma um financiamento e trocar a camionete e comprar uma moto mais potente.
Agora vem algumas palavras para o Ministro Minc e para o INCRA, nunca vai existir preservação da natureza com desmatamento parcial nos lotes, se não fizerem reservas totais onde o homem não vai poder morar, nem destruir, a unica forma de conviver com essas áreas seria o extrativismo com a preservação total.
Se não for feito assim não há preservação.
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CADÊ O DEVER DE CASA SR. LULA & MINC?"
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