Em sessão fechada, Álvaro Lins vai depor para corregedor da Alerj
da Folha Online
O deputado estadual Álvaro Lins (PMDB-RJ) vai depor amanhã para a Corregedoria da Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) sobre o suposto esquema de lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e corrupção na polícia civil do Estado. Ele foi preso pela Polícia Federal, pela Operação Segurança Pública S/A, mas foi solto por decisão da Alerj.
De acordo com a assessoria da Alerj, o corregedor da Casa, deputado Luiz Paulo (PSDB-RJ), pode decidir encaminhar pedido de abertura de processo contra Lins por quebra de decoro parlamentar ao Conselho de Ética.
Luiz Paulo recebeu ontem o inquérito policial contra Lins do presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB).
O corregedor deverá analisar o inquérito e verificar se as acusações se enquadram em caso de quebra de decoro parlamentar.
Se Luiz Paulo não encaminhar o pedido contra Lins, outro parlamentar pode tomar a iniciativa, enviando representação para a Mesa Diretora da Alerj. Marcelo Freixo (PSOL-RJ), por exemplo, já protocolou em outra ocasião representação contra Lins.
O TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região decretou a prisão de dez pessoas, e o Ministério Público Federal denunciou 16, incluindo o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho (PMDB).
Para a PF e a Procuradoria, Lins e Garotinho mantiveram um esquema com policiais corruptos que protegia os contraventores Rogério Andrade e Fernando Iggnácio na guerra pelo controle de caça-níqueis no Rio. Segundo a PF, o grupo utilizava delegacias estratégicas, principalmente a de Proteção ao Meio Ambiente, para as ações.
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Pois cabe a justiça tal ato.
Depois que o juiz bater o martelo, aí sim.
Podem critica-lo.
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