Conselho de Ética abre processo contra Paulinho por quebra de decoro parlamentar
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente do Conselho de Ética da Câmara, Sérgio Moraes (PTB-RS), nomeou nesta terça-feira o deputado Paulo Piau (PMDB-MG) como relator do caso que trata das denúncias contra Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical. Na prática, a escolha do relator representa a instalação do processo.
Ele é acusado de envolvimento com um esquema de irregularidades no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), desbaratado pela Polícia Federal durante a Operação Santa Tereza.
Moraes decidiu ainda reunir as duas representações contra Paulinho.
Segundo a Folha Online apurou, Piau foi nomeado relator porque fez um acordo com Moraes ao abrir mão de concorrer com ele na disputa pela presidência do Conselho de Ética.
Durante a instauração do processo, registrada às 15h32, o presidente do conselho reclamou das críticas que recebeu do corregedor-geral da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE). "Recebi pressão do corregedor Inocêncio. O corregedor me atirou na imprensa, como se eu fosse padrinho do Paulinho, não sou padrinho dele."
Inocêncio afirmou que Moraes descumpriu o Código de Ética da Câmara, que determina a imediata abertura de inquérito quando há recomendação da Corregedoria Geral da Casa. Diante da demora, o corregedor entrou com a representação contra o presidente do conselho.
Outro lado
Paulinho reiterou nesta terça-feira que não vai renunciar ao seu mandato parlamentar e afirmou que vai aproveitar a abertura da ação no Conselho de Ética da Casa para se defender das acusações.
"Nada melhor do que ir ao Conselho de Ética para me defender. Não há possibilidade de renúncia. Não penso em renunciar porque não devo [nada]. O que há são acusações indevidas contra mim."
O parlamentar nega envolvimento no esquema. Hoje, ele novamente rebateu as acusações. Como em ocasiões anteriores, o deputado se disse vítima de "perseguição" por defender projetos de interesses dos trabalhadores.
Para o corregedor-geral da Câmara, as denúncias contra Paulinho são "gravíssimas".
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Especial


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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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