Relator diz que denúncias são sérias e pretende ouvir Paulinho na próxima semana
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O relator das denúncias contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, no Conselho de Ética da Câmara, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), disse nesta terça-feira que pretende ouvir o parlamentar na próxima semana. O relator indicou que não pretende prorrogar o prazo de análise e votação do caso que é de 90 dias --prorrogáveis pelo mesmo período.
"As denúncias são sérias", afirmou Piau, evitando indicar se as acusações devem levar à perda de mandato de Paulinho. O processo contra o deputado foi aberto na tarde de hoje, quando começa a contar o prazo para análise do caso no conselho.
Paulinho é acusado de envolvimento no desvio de recursos no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), segundo investigações da Polícia Federal durante a Operação Santa Tereza.
O deputado do PDT negou hoje que pretenda renunciar ao mandato na tentativa de escapar da cassação. Paulinho disse que prestará esclarecimentos ao conselho e provará sua inocência. Os argumentos do parlamentar é que ele é vítima de "perseguição" por defender propostas de interesse dos trabalhadores.
Brigas
As acusações contra Paulinho geraram uma briga entre o corregedor-geral da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE), e o presidente do Conselho de Ética, Sérgio Moraes (PTB-RS). Inocêncio acusou Moraes de demorar para instaurar o inquérito contra Paulinho por suposta proteção.
Inconformado com as críticas, Moraes relembrou os comentários de Inocêncio e afirmou que vai encaminhar representação contra o corregedor por "abuso de poder". "Ele [Inocêncio] tentou me constranger para ter promoção pessoal", disse o presidente do conselho.
Porém, Moraes afirmou que a briga entre ele e Inocêncio não atrapalhará a tramitação do processo contra Paulinho no Conselho de Ética da Câmara. "Essa briga não prejudicará [em nada]", afirmou ele.
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Especial


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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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