Sob suspeita, Paulinho diz que não retira pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Mesmo acusado de envolvimento com irregularidades, o deputado Paulo Pereira da Silva, Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), afirmou nesta terça-feira que pretende manter sua candidatura à prefeitura de São Paulo. Sem associar as denúncias que o cercam com eventuais dificuldades, Paulinho reconheceu que tem sofrido com obstáculos para a escolha de nomes apresentados pela Força Sindical para as eleições municipais de outubro.
"Continuo candidato à Prefeitura de São Paulo. Mas quem decide [se a candidatura será mantida] é o partido [o PDT]. [Uma coisa é certa] toda vez que chega eleição surge uma armação política contra mim", afirmou Paulinho.
O deputado reclamou de pressões que disse estar sofrendo, mas não entrou em detalhes.
Nesta terça-feira o Conselho de Ética da Câmara instaurou processo para investigar se houve quebra de decoro parlamentar por parte de Paulinho. O deputado é denunciado pela Operação Santa Tereza, realizada pela Polícia Federal, de desviar recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social).
Para o ministro Carlos Lupi (Trabalho), o ideal seria que Paulinho se licencie da presidência do PDT de São Paulo para preparar sua defesa na Câmara.
Ao saber da sugestão do ministro, o deputado disse que iria procurá-lo, na próxima semana, para tratar do assunto.
"Penso em conversar com o partido na semana que vem", afirmou Paulinho. Mais uma vez, o deputado negou a possibilidade de renunciar ao mandato: "Não vou renunciar".
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Especial


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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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