Lupi pressiona, e Paulinho diz que vai discutir seu afastamento do comando do PDT-SP
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Pressionado pelo ministro Carlos Lupi (Trabalho), o deputado Paulo Pereira da Silva, Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), admitiu hoje a possibilidade de se afastar do comando da legenda em São Paulo. Lupi, seu fiel aliado, sugeriu que Paulinho peça licença do comando do PDT em São Paulo para poder se defender das denúncias que há contra ele na Câmara.
"A minha avaliação é que ele [Paulinho] deveria fazer isso para se defender", disse o ministro, que se afastou da presidência nacional do PDT após recomendação da Comissão de Ética Pública, que viu incompatibilidade de interesses no fato dele ser ministro e presidir uma legenda.
O deputado disse que vai procurar Lupi e integrantes do PDT na próxima semana para tratar do assunto. "Penso em conversar com o partido na semana que vem", afirmou Paulinho.
Lupi evitou confirmar que colocaria sua mão no fogo pelo colega de legenda. "Esse negócio de mão no fogo é uma coisa muito relativa. Quem já experimentou queimaduras com fogo como eu, teme [o fogo]", afirmou Lupi.
Paulinho é acusado de envolvimento em um esquema de irregularidades e desvio de dinheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social). O esquema foi descoberto pela Operação Santa Tereza, conduzida pela Polícia Federal.
Nesta terça-feira foi aberto o processo contra Paulinho no Conselho de Ética da Câmara. O relator do caso, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), terá 90 dias para concluir a análise e levar o assunto à votação. Se quiser, o relator poderá prorrogar o prazo por mais 90 dias.
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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