Chefe de torturadores de jornalistas é policial civil e está foragido, diz delegado
LUISA BELCHIOR
colaboração para a Folha Online, no Rio
O homem apontado pela polícia como o chefe da milícia que teria torturado uma equipe de reportagem do jornal "O Dia" na favela do Batan, em Realengo (zona oeste do Rio) é um inspetor da Polícia Civil, informou nesta quarta-feira o delegado Cláudio Ferraz, que investiga o caso. Identificado como Odinei Fernando da Silva, ele é lotado na 22ª Delegacia de Polícia (Penha) e já é considerado foragido, segundo Ferraz, titular da Draco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado).
Silva, conhecido também pelos apelidos de 01 ou Águia, também foi agente penitenciário, já respondeu por tentativa de homicídio e foi citado em relatório da Anistia Internacional sobre uso de brutalidade no sistema penitenciário, de acordo com Ferraz.
Já Davi Liberato de Araújo, o primeiro e único preso no caso, cumpria pena em regime semi-aberto por receptação e foi apontado pela polícia como o segundo na hierarquia da milícia da favela do Batan.
Ambos, segundo o delegado Cláudio Ferraz, participaram de uma série de tortura à equipe de reportagem do jornal "O Dia" que estava infiltrada há 14 dias na favela do Batan realizando reportagem sobre a rotina dos moradores sob o mando da milícia.
Ao ser apresentado à imprensa, no fim da tarde desta quarta-feira, Araújo negou ter participado da sessão de tortura e afirmou que, na ocasião, estava dentro do presídio no qual cumpre pena. "Eu estava preso no dia, como posso ter participado se estava preso?"
Além do inspetor Odinei Silva, a possibilidade de outros policiais também fazerem parte da milícia é "muito grande", de acordo com o titular da Draco. Ele disse ainda que um político também pode estar envolvido no grupo de segurança clandestina. Ainda não identificado, ele pode ser assessor do deputado estadual Coronel Jairo (PSC), segundo Ferraz.
"No testemunho dos jornalistas, surgiu um homem que se disse assessor do deputado Coronel Jairo. A jornalista disse que reconheceu a voz dele no episódio da tortura porque eles teriam se falado antes", disse.
O deputado ainda não foi encontrado para comentar a declaração. Em entrevista à rádio "CBN", nesta manhã, ele negou qualquer envolvimento de seus assessores no caso.
Policiais civis estiveram na favela do Batan nesta quarta-feira. Até o fim da tarde, nenhum outro mandado de prisão havia sido cumprido até o fim desta tarde, mas os policiais apreenderam um EcoSport totalmente desmontado em uma casa da favela que, segundo eles, pertence a um dos milicianos.
Esses policiais, que não quiseram se identificar, afirmaram ter ouvido de moradores da favela que os milicianos capturaram a equipe de reportagem por achar se tratar de traficantes de drogas que queriam tomar o comando do local.
O delegado Cláudio Ferraz disse achar que os milicianos torturaram a equipe em busca de informações. Não tinha, contudo, a intenção de matar. "Tudo leva a crer que eles utilizaram técnicas de não deixar marcas físicas nas vítimas, para dificultar as investigações posteriores", afirmou.
O chefe da Polícia Civil no Rio, Gilberto Ribeiro, declarou que o caso repercute mal para a corporação, mas afirmou que o inspetor apontado como chefe da milícia só entrou para a Polícia Civil por causa de uma liminar na Justiça que impediu sua reprovação no concurso público.
"Lamentavelmente, a gente vem recebendo uma enxurrada de liminares [determinando a entrada de pessoas que são reprovadas pelo concurso]. Fazemos uma investigação social e de antecedentes criminais e podemos reprovar", disse. "É inegável que isso repercute muito mal, mas temos informações de que esse policial foi reprovado no concurso da Polícia Civil e conseguiu entrar com uma liminar."
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NÃO HÁ NADA PIOR QUE A TORTURA. ESGANA A ALMA, O ESPÍRITO, O PSICOLÓGICO, ESTUPRA A DIGNIDADE HUMANA, AS LIBERDADES CIVIS, O IR E VIR, O DIREITO À VIDA QUE NOS FOI DOADO PELO DEUS UNIVERSAL QUE CADA UM TEM DENTRO DE SI.
MUITO MAIS REPUGNANTE É QUANDO VEMOS O APARATO DO ESTADO, ENVOLVIDO NESTE TIPO DE CRIME MAIS HORRÍVEL E DETESTADO PELA HUMANIDADE.
QUANDO VEMOS UM SISTEMA DE COMUNICAÇÃO, SEJA ESTE QUAL FOR, RÁDIO , JORNAL, TV, PELOS SEUS HOMENS E MULHERES, JORNALISTAS, NO TODO CHAMADOS DE IMPRENSA, SENDO TORTURADOS, MASSACRADOS, AMEMAÇADOS DE MORTE TERRIVELMENTE, POR HOMENS CHAMADOS DE POLICIAIS, AÍ PASSAMOS A PENSAR, A MEDITAR, A REMOVER PARA ESTE TIPO DE CRIME HEDIONDO, OU PARA OS SEUS AUTORES, A PENA DE MORTE.
ESTE CRIME NÃO ATENTA APENAS CONTRA A VIDA DE PESSOAS JORNALISTAS, MAS SIM, CONTRA A VIDA DE TODOS OS BRASILEIROS, PORQUE A IMPRENSA SENTIDO AMPLO, TAMBÉM REPRESENTA A NOSSA VOZ, O NOSSO DIREITO DE FALAR, OUVIR, INFORMAR E SER INFORMADO DE TODOS OS FATOS QUE ENVOLVEM O NOSSO DIA-A-DIA EM TODOS OS SEGMENTOS DA VIDA.
POUCOS FALARAM, MAS, ALÉM DA TORTURA, OS JORNALISTAS FORAM VÍTIMAS DE SEQUESTRO CONSUMADO, TENTATIVA HOMICÍDIO, TORTURA, CUJAS PENAS SOMADAS, ULTRAPASSAM OS 30 ANOS.
A IMPRENSA PRECISA SEGUIR CASO ATÉ O FIM E EXIGIR, DO RESTA DO ESTADO DE LEI, JUSTIÇA, JUSTIÇA, JUSTIÇA E MUDANÇA DE LEI NESTES CASOS. PENA MORTE.
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Pior é que a unica esperança da imprensa é a PF, do LULA lógico, pois a do PSDB/DEM, não dava para fazer nada, pois não podia atender telefone, que não tinha, cortavam as contas, não tinha gasolina, então carro só no minimo, não tinham balas, pois custava, não tinham colete, e éram poucos homens,
Porque sera que éra assim?
É imprensa, e é o LULA E O PT A ESPERANÇA DE VOCES TODOS, QUEM DIRIA.
Voces ainda vão todos, mas toda a imprensa dita LIVRE VIR a favor da ética, que é o PT.
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