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Brasil
04/06/2008 - 19h58

Oposição manobra e consegue adiar votação de CPMF pela segunda vez

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GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A Câmara dos Deputados adiou mais uma vez a sessão plenária para votação da emenda 29 (que amplia os recursos para a saúde) com a criação da nova CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), batizada de CSS (Contribuição Social da Saúde). Essa é a segunda vez que a votação é adiada. A matéria deveria ter sido votada na semana passada, mas foi adiada por falta de consenso entre parlamentares da base aliada.

Desta vez, o adiamento foi provocado por uma manobra da oposição. O deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), relator da emenda 29 na comissão de seguridade social, usou o regimento da Câmara para adiar a votação. É que a emenda recebeu nove emendas de plenário na comissão.

Pelo regimento, o relator pode pedir prazo para analisar as emendas quando a matéria chegar ao plenário. "É regimental. Cumpri apenas aquilo que está previsto pela própria Câmara", disse Guerra.

A oposição manteve a estratégia de adiamento em segredo até a última hora para surpreender a base governista, que esperava votar a CSS nesta noite. "Foi mais uma demonstração de que usando o regimento é possível evitar que o governo tratore", disse ACM Neto. "O relator pode pedir prazo para apreciar as emendas em plenário."

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), marcou para amanhã uma nova sessão para votar a criação da CSS. Mas a oposição diz que a matéria não deve ser votada amanhã por falta de quórum --quinta-feira é um dia de esvaziamento no Congresso. Se faltar quórum, a votação deve ficar para a próxima semana.

Alíquota

O relator da emenda 29, deputado Pepe Vargas (PT-RS), finalizou o texto com a criação da contribuição com alíquota de 0,1% para entrar em vigor a partir de janeiro de 2009. O texto também prevê a isenção do pagamento da CSS para os trabalhadores que recebem até R$ 3.038.

Deputados do DEM, PSDB e PPS defendem que a Câmara mantenha o texto de regulamentação da emenda 29 aprovado pelo Senado, que não inclui a criação da nova CPMF.

O projeto original determina que 10% das receitas da União devem estar vinculadas à saúde, mas não estabelece as fontes de financiamento para compensar o aumento das receitas para o setor.

Os governistas argumentam que, sem a criação da CSS, o Poder Executivo não tem mecanismos para financiar e regulamentar a emenda 29, que amplia em até R$ 20 bilhões os recursos para a saúde pública brasileira ao longo dos próximos anos.

Comentários dos leitores
O Povo concorda, sim! Só não concorda com essa contribuição corrupto que quer se enconder, sonegando. sem opinião
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andre moreira ribeiro (1) 03/09/2009 21h31
andre moreira ribeiro (1) 03/09/2009 21h31
Uma forma inteligente de fazer justiça social: quem movimenta muito dinheiro no banco contribuirá com um milésimo de sua fortuna e dará ao Estado mais recursos para trazer benefícios para a população. Se vc tem muito dinheiro orgulhe-se de ajudar o país, pense na coletividade e movimente-o no banco. 4 opiniões
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darci nunes (20) 20/08/2009 21h43
darci nunes (20) 20/08/2009 21h43
O povo repudia a nova versão da CPMF, cuja finalidade é extorquir a população. Como se não bastasse o verdadeiro assalto que os bancos praticam com a cobrança de suas taxas absurdas e isso para emprestar nosso dinheiro, o que lhes garante lucro certo e fácil.
A roubalheira praticada pelos políticos acampados no Congresso Nacional e por esse Brasil afora, nos enche de vergonha e de arrependimento por tê-los eleitos.
O governo emprestou dinheiro para o FMI, para a Bolívia, nos assalta com impostos criminosos embutidos nas mercadorias e ainda querem nos esfolar vivos com a maldita parente da CPMF.
Vão cobrar os sonegadores do IR e do INSS, reduzam as verbas destinadas a manter os nababos do Congresso e combatam a corrupção desenfreada que vai sobrar muito dinheiro, não só para a saúde como para todas as obras sociais que se fazem necessárias.
Até parece que existe uma curriola política, cujo papel é criar meios para extorquir a população brasileira.
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