Brasil
05/06/2008 - 21h21

TRE tira dúvidas sobre campanhas na Assembléia de SP; políticos criticam indefinições

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THIAGO FARIA
da Folha Online

Faltando cerca de um mês para o início das campanhas eleitorais em todo o país 6 de julho--, o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo participou nesta quinta-feira de evento na Assembléia Legislativa de São Paulo com o objetivo de responder às dúvidas dos futuros candidatos nas eleições municipais sobre legislação eleitoral. A maioria delas diz respeito ao que pode e ao que não pode ser feito durante as campanhas.

Dividido por temas, como propaganda eleitoral, coligações e prestação de contas, o curso promovido pelo Sindalesp (Sindicato dos Servidores Públicos da Assembléia Legislativa de São Paulo e do Tribunal de Contas do Estado) recebeu cerca de 700 inscritos entre pré-candidatos e assessores de campanhas de todo o Estado. O curso termina amanhã, quando abordará temas como marketing nas campanhas e reforma política.

Especialistas do tribunal paulista tentaram explicar aos participantes as mudanças na legislação adotada em 2004 e que valerão nas eleições de 2008. No entanto, em meio à falta de resoluções ou jurisprudências para questões específicas, o que se viu foi uma enxurrada de perguntas não respondidas, deixando muitos políticos insatisfeitos com a falta de regras claras para definir como serão suas campanhas.

"O candidato bem intencionado quer cumprir a lei, mas ele não consegue entender o que o tribunal vai esperar do cumprimento de um determinado dispositivo, então vai ter que correr o risco", disse o ex-deputado José Caldini Crespo (DEM), pré-candidato à Prefeitura de Sorocaba.

Ele critica o fato de a própria Constituição determinar que qualquer alteração no processo eleitoral só poder ser feita no mínimo um ano antes da data das eleições e, mesmo assim, as alterações continuarem a serem feitas. "De outubro para cá, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já soltou diversas resoluções", afirma Crespo.

A assessora da Corregedoria Regional Eleitoral, Valéria da Silva Cripa Pires, rebate as críticas do democrata. "Se o tribunal modificou as regras é porque quer que as eleições sejam mais transparentes para o eleitor, mais democráticas", afirmou.

Pires usa como exemplo o início das eleições diretas no país, quando praticamente tudo era permitido e, a partir de então, começou a se verificar abusos. "Agora estamos caminhando para um equilíbrio."

Indefinições

A maior rigidez na fiscalização das campanhas é também um tema que preocupa os partidos. "A rigidez para impugnar uma candidatura estão sendo maiores, temos que tomar mais cuidado", afirma Marcus Augustus Gama, assessor jurídico ao PC do B de Guarulhos.

Segundo Gama, a normatização da propaganda eleitoral ainda é o tema que mais levanta dúvidas. "Temos que saber até quando podemos fazer comício e também como vai ser a questão da propaganda de rua."

A opinião é compartilhada por Sílvio José Tavares, da executiva do PRB em São Paulo. "Muitas das mudanças não foram consolidadas, então o próprio TRE acaba tendo dúvidas com relação aos procedimentos", disse.

A assessora do TRE concorda que as indefinições atrapalham os candidatos em suas estratégias de campanha, mas afirma que deve prevalecer o bom senso na hora de pintar um muro ou distribuir santinhos. "Tenho certeza que os candidatos terão criatividade sobrando [para fazer propaganda sem desrespeitar a legislação]. Em todas as eleições vejo coisas incríveis", afirmou Pires.

Comentários dos leitores
Maria Teresa Campos (1) 09/07/2009 11h46
Maria Teresa Campos (1) 09/07/2009 11h46
Não sei quanto ao superfaturamento, mas deixar as crianças nas mãos do estado é covardia, as apostilas da prefietura, trazem conteúdo compatível com as escolas particulares, e investir na educação dos nossos pequenos é tão importante quanto construir novas creches, diria que até muito mais visto que o saber abre portas e oportunidades... Superfaturar não, mas continuar com os istema apostilado sim. sem opinião
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Said Abou Ghaouche Netto (21) 06/07/2009 15h32
Said Abou Ghaouche Netto (21) 06/07/2009 15h32
O prefeito mauricinho de Curitiba diz que Requião quer prejudicá-lo numa eventual disputa ao governo em 2010. Eventual uma ova! O demo-cano já se declara candidato, entre linhas. E a Folha o protege, remetendo os comentários dos leitores ao painel Eleições 2008 ao invés de eleições 2010. Além de se antecipar ao prazo da lei, o demo-cano ainda se passa por coitadinho, vítima do Requião. Pobre povinho paranaense, e paulista também, afinal, ano que vem completa 16 anos de reinado demo-cano em São Paulo. Assim o eleitor vai comparar a gestão deles com a de quem? Com a da Yeda Crucius ou do outro mauricinho, o Cássio Cunha Lima? 2 opiniões
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Jacir Deggerone (8) 05/07/2009 19h41
Jacir Deggerone (8) 05/07/2009 19h41
Caixa dois ....hein!!!!??? Fora prefeito corrupto !!!!! 6 opiniões
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