Brasil
06/06/2008 - 11h19

Procuradoria quer inconstitucionalidade de resolução sobre fidelidade partidária

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da Folha Online

O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, ajuizou ontem no STF (Supremo Tribunal Federal) uma ação direta de inconstitucionalidade contra a resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que determina que os mandatos dos parlamentares desfiliados pertencem aos partidos. A resolução trata ainda do processo de desfiliação partidária e pedidos de perda de mandato por partidos contra parlamentares infiéis.

Na ação, com pedido de medida cautelar, Antonio Fernando pede ao STF a suspensão da resolução para um exame aprofundado do tema e para "evitar o crescente número de cassações".

O procurador diz que haverá um "tumulto político-eleitoral" por conta de decisões contraditórias. "Indiscutível será o quadro de tumulto político-eleitoral com a existência de decisões contraditórias adotadas pelos tribunais regionais eleitorais sobre o tema".

Antonio Fernando diz ainda que a resolução criou competência por via imprópria ao determinar que cabe ao próprio TSE o processo e julgamento dos pedidos de perda de mandato por desfiliação partidária, restando aos tribunais regionais eleitorais os demais casos. Para o procurador, isso afronta o artigo 121 da Constituição Federal, que impõe a edição de lei complementar para definir as competências dos tribunais, juízes e juntas.

Ele diz ainda que a resolução invade competência do Congresso Nacional e do presidente da República, pois o artigo 1º instituiu direito eleitoral novo sobre a perda de cargo por infidelidade partidária sem justa causa e deixou sem punições as desfiliações por "justa causa".

Comentários dos leitores
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. sem opinião
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Sr. Ernani, aqui em Santa Catarina as coisas não são muito diferentes dos demais Estados da federação. Achar que o governo que não dá aumento e ser contra o Professor, LHS em 7 anos de governo deu 1% de reajuste ao magistério catarinense. JBMS. sem opinião
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Cassio Tavares (498) 23/10/2009 19h28
Cassio Tavares (498) 23/10/2009 19h28
Se voce é um dos que estão reclamando da educação, cobre aí do governador do seu estado ou do prefeito da sua cidade porque as escolas são estaduais ou municipais. Agora se voce está em São Paulo a cobrança tem que ser grande mesmo porque os alunos das escolas públicas do estado ficaram lá nos últimos lugares nos testes que foram aplicados para os alunos das escolas públicas de todas as unidades da federação 3 opiniões
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