Mulher de Paulinho diz ter esclarecido "armação" em depoimento à PF
THIAGO FARIA
da Folha Online
A mulher do deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), Elza de Fátima Costa Pereira, afirmou nesta sexta-feira, ao deixar a Polícia Federal, onde prestou depoimento, ter esclarecido toda a "armação" contra seu marido.
"Estou colaborando com a polícia, hoje tive a oportunidade de esclarecer toda essa armação que está sendo feita contra o deputado Paulo Pereira da Silva."
Elza e Paulinho estão envolvidos nas investigações da Operação Santa Tereza da Polícia Federal, que apura supostas fraudes contra o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
A mulher do deputado foi ouvida por conta de um depósito na conta da ONG Meu Guri, que é presidida por ela.
A instituição é acusada de receber R$ 37,5 mil do conselheiro do banco estatal João Pedro Moura, preso pela Polícia Federal e apontado pela Procuradoria da República como um dos principais responsáveis pelo esquema.
O advogado de Elza, Antonio Rosella, afirmou que ela esclareceu a doação feita à ONG. "Ela esclareceu uma doação feita à Meu Guri, feita a partir de uma escritura pública de 2004. É uma doação de um imóvel de março de 2004, que gerou a doação de R$ 37,5 mil."
Rosella ainda destacou que o imóvel estava no nome de Moura.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Eleno Bezerra, também prestou depoimento nesta sexta-feira à Polícia Federal.
Ele foi chamado para depor por ter presidido a ONG Luta e Solidariedade, também acusada de receber recursos de pessoas investigadas pela operação.
Bezerra falou à PF por cerca de uma hora e 45 minutos. A assessoria do sindicato informou que ele prestou esclarecimentos sobre a época que presidiu a entidade, mas que há quatro anos não está mais no cargo.
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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