Brasil
07/06/2008 - 08h43

PSDB endurece com PT em Belo Horizonte e descarta informalidade

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PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

O PSDB decidiu endurecer o jogo com o PT de Belo Horizonte e agora descarta participar informalmente da aliança eleitoral tucano-petista em torno de um candidato a prefeito do PSB. A análise que fizeram lideranças nacionais e mineiras do PSDB, em reunião anteontem, foi que compete ao PT-BH sair da posição de "acomodação" e decidir o que fará, já que o PT nacional vetou o PSDB.

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e o senador Tasso Jereissati (CE), além das principais lideranças do partido em Minas --incluindo o ex-ministro Pimenta da Veiga--, participaram da reunião com o governador Aécio Neves (PSDB) para debater a situação da aliança.

Concluíram que não cabe ao PSDB dizer se aceita participar dela informalmente, como querem o prefeito petista Fernando Pimentel e seus aliados. Entendem que Pimentel é quem terá que dizer se aceita ou não essa situação, porque a queda-de-braço com a direção nacional petista é travada pelo PT-BH, não pelo PSDB.

Os tucanos também decidiram cobrar posição clara da direção nacional do PSB, que é da base do governo Lula no Congresso e até agora não reagiu como deveria ao veto que a direção nacional do PT fez à aliança com os tucanos na capital mineira, de acordo com o entendimento dos tucanos.

A reação do presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, na última segunda, quando veio a público para dizer que o partido não aceitaria, em hipótese nenhuma, entendimento com o PSDB mineiro, retomando críticas ao governo Aécio, foi decisiva para o PSDB não cogitar mais a informalidade. A Folha ouviu dos tucanos expressões como tentativa de "humilhação" ao partido e ao governador mineiro.

Pelo lado do prefeito, conforme apurou a reportagem, essa situação é minimizada. Entendem os petistas que isso é parte do jogo, uma reação normal às declarações de Berzoini. Dizem os petistas que o PT-BH não tem mais o que fazer e que Aécio sabe disso. E para salvar a aliança, ele teria que dizer "sim" à informalidade, jogando para a direção nacional petista a pecha de "sectária".

Mesmo assim, Pimentel decidiu exonerar na última quarta o secretário de Obras da prefeitura, o petista Murilo Valadares, para que ele seja o eventual nome do partido para a disputa, em caso de "melar" a aliança com o PSDB.

O grupo do prefeito nega que isso seja um plano B, mas admite ser uma forma de Pimentel mandar recados aos seus opositores internos e ao PSB: dizer que tem condições de apresentar um nome em condições de vencer a disputa eleitoral, se preciso for. O recado, porém, pode servir também ao PSDB.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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