PSDB endurece com PT em Belo Horizonte e descarta informalidade
PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte
O PSDB decidiu endurecer o jogo com o PT de Belo Horizonte e agora descarta participar informalmente da aliança eleitoral tucano-petista em torno de um candidato a prefeito do PSB. A análise que fizeram lideranças nacionais e mineiras do PSDB, em reunião anteontem, foi que compete ao PT-BH sair da posição de "acomodação" e decidir o que fará, já que o PT nacional vetou o PSDB.
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e o senador Tasso Jereissati (CE), além das principais lideranças do partido em Minas --incluindo o ex-ministro Pimenta da Veiga--, participaram da reunião com o governador Aécio Neves (PSDB) para debater a situação da aliança.
Concluíram que não cabe ao PSDB dizer se aceita participar dela informalmente, como querem o prefeito petista Fernando Pimentel e seus aliados. Entendem que Pimentel é quem terá que dizer se aceita ou não essa situação, porque a queda-de-braço com a direção nacional petista é travada pelo PT-BH, não pelo PSDB.
Os tucanos também decidiram cobrar posição clara da direção nacional do PSB, que é da base do governo Lula no Congresso e até agora não reagiu como deveria ao veto que a direção nacional do PT fez à aliança com os tucanos na capital mineira, de acordo com o entendimento dos tucanos.
A reação do presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, na última segunda, quando veio a público para dizer que o partido não aceitaria, em hipótese nenhuma, entendimento com o PSDB mineiro, retomando críticas ao governo Aécio, foi decisiva para o PSDB não cogitar mais a informalidade. A Folha ouviu dos tucanos expressões como tentativa de "humilhação" ao partido e ao governador mineiro.
Pelo lado do prefeito, conforme apurou a reportagem, essa situação é minimizada. Entendem os petistas que isso é parte do jogo, uma reação normal às declarações de Berzoini. Dizem os petistas que o PT-BH não tem mais o que fazer e que Aécio sabe disso. E para salvar a aliança, ele teria que dizer "sim" à informalidade, jogando para a direção nacional petista a pecha de "sectária".
Mesmo assim, Pimentel decidiu exonerar na última quarta o secretário de Obras da prefeitura, o petista Murilo Valadares, para que ele seja o eventual nome do partido para a disputa, em caso de "melar" a aliança com o PSDB.
O grupo do prefeito nega que isso seja um plano B, mas admite ser uma forma de Pimentel mandar recados aos seus opositores internos e ao PSB: dizer que tem condições de apresentar um nome em condições de vencer a disputa eleitoral, se preciso for. O recado, porém, pode servir também ao PSDB.
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SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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