Brasil
06/06/2008 - 22h48

Presidente do TSE reage à declaração de Lula e diz que lei eleitoral não é hipócrita

da Folha Online

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Carlos Ayres Britto, reagiu nesta sexta-feira à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que criticou os limites impostos pela lei eleitoral que não permitem a liberação de verbas para obras no segundo semestre em ano de eleições.

Em discurso no Palácio do Planalto para o lançamento de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Lula chamou as restrições de "falso moralismo" e "hipocrisia brasileira" ao afirmar que vai perder quase um ano de seu mandato sem poder firmar contratos para novas obras do PAC.

"Não se trata de falso moralismo, e a lei não é hipócrita por nenhum modo. Ela ocupa um espaço de moralidade e autenticidade democrática que se fazia necessário", disse Ayres Britto.

Na avaliação do presidente do TSE, as restrições são necessárias para impedir o abuso de poder. "A lei veio com a emenda da reeleição para chefias executivas e se fez necessária exatamente para impedir o abuso do poder político executivo. E nessa medida a lei merece todo o aplauso", afirmou.

Segundo Ayres Britto, a lei eleitoral é violada a cada eleição, apesar das restrições previstas para preservar o equilíbrio de forças entre os candidatos.

"O que pode acontecer nesta nova quadra eleitoral, por efeito de incessantes reclamações das chefias executivas, é um mais detido exame sobre o conteúdo desses dois artigos [que prevêem as restrições], de modo a ponderar ou calibrar legítimos interesses em eventual estado de confrontação. Mas que se exalte de logo, em alto e bom som, a moralizadora base de inspiração da lei 9.504 [eleitoral], que por nenhum modo consagra a hipocrisia", afirmou o ministro.

Comentários dos leitores
AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS E OS PARTIDOS
Fica complicado entendermos por uma ótica linear o que ocorre nos pleitos municipais. Enquanto o natural seria a polarização entre os dois adversários PT X PSDB-DEM, já focado no grande embate nacional, assistimos a algumas contradições gritantes. No caso de BH já no primeiro turno, onde o candidato do governador Aécio do PSDB foi o mesmo do prefeito petista Pimentel.
No cenário do segundo turno em Salvador, o DEM desloca-se do PSDB e apóia o adversário do PT e este, pasmem, recebe o apoio do PSDB da capital bahiana... algo errado ?
Se há algo errado talvez seja a miscilânea promíscua ( se podemos usar tal termo) onde não se diferencia entidades ideológicas mas conjunções oportunistas, num emblemático jogo de interesses regionais, outra não me parece ser a explicação para tais combinações tão díspares.

Ou, talvez, a descaracterizações cada vez mais forte do caráter ideológico das legendas, esfarelando-se qq doutrina que pudesse diferenciá-los entre si.
Portanto, cada vez mais, fica temerosa avaliações de conceitos esquerda/direita, pois tem prevalecido as conveniências imediatas e locais.
O fato de a utilização da propaganda eleitoral gratuita premiar os partidos que tenham maior bancada tem mantido a sobrevivência de verdadeiras confederações, destituídas de qq postura programática, mas sendo cobiçada justamente pela possibilidade de proporcionar o tempo de exposição na mídia, o que favorece alianças como a com o PMDB.
sem opinião
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Alcides Emanuelli (467) 07/10/2008 21h49
Alcides Emanuelli (467) 07/10/2008 21h49
palavras são palavras, centralizando o sensacionalismo e oportunismo do Sr. Luiz Inacio em querer jogar as classes mais pobres contra a classe média!
O que acontece, não é bem assim, esses erros do sistema capitalista nada contribuem para diminuir as desigualdades sociais.
O homem fez leis, normas e condições para uma vida social digna, mas esqueceu de pensar quem deveria administrar essas leis e normas.
Bem ai o homem foi fugindo de principios fundamentais como: ética, honestidade, seriedade, competencia e outras virtudes que deveria ter para implantar suas leis e administrar.
O homem encontrou no fundo desse embrolio um pacote muito poderoso e abriu e viu que esse pacote era o Poder e dele se apoderou.
Do Poder viu que poderia ser quase um Deus e suas ambições não pararam mais, viu que o corporativismo lhe daria muito dinheiro e montou essas instituições que tanto precisava para poder se apoderar das riquezas produzidas pelo povo que deveriam ser canalizadas em prol do povo da Nação.
E o homem foi indo não se importando com o que ia acontecendo ao seu lado, usou o poder para ter proteção e foi feito ao seu redor uma Blindagem, seus filhos foram estudar na Europa e ele continuou aqui a enganar o povo e viu no circo e no pão uma forma de se perpetuar no poder.
Bem ai o Homem criou o Bolsa Familia e como desculpa jogou os miséraveis que ele gerou contra a classe média que paga essa verba sem vergonha e sem dinheiro o povo aceitou tudo.
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Alcides Emanuelli (467) 07/10/2008 20h21
Alcides Emanuelli (467) 07/10/2008 20h21
Rui Caputi, como entender o cassino do sistema de ações e do sistema financeiro.
O nosso Ministro da área economica sempre disse que tudo estava bem que todos estão bem que não vai acontecer nada no Brasil.
O Lula tambem falava assim, mas agora seus aliados, banqueiros irresponsaveis, empresarios incompetentes, estão pedindo água e novamente o povo vai pagar o Pato, ou o prejuizo deles com a desculpa do desemprego que pode vir ou acontecer.
Será que esse bando de quadrilheiros não sabem que vivem no Capitalismo, que ficar ricos, ser empresario emprendedor faz parte desse sistema, mas tem que ter responsabilidade e cautelas para viver nesse universo do Admiravel mundo de lucros faceis sem trabalho, de muita malandragem e desonestidades.
Vejam Bem, o risco todos sabem que iria existir não são tiveram competencia e cautela, foram diretos ao pote enquanto o mingau ainda estava quente, com certeza iriam se queimar e foi o que aconteceu.
Soluções tem é claro mas através de emprestimos e não de doações, outro lado da moeda é quererem dar os passos maiores que as pernas, como nosso Estado Brasileiro que quer ver usinas com custos superiores a nossa realidade construidas no Rio Madeira, só as linhas de transmissão vão custar mais de 50 bilhões! E a transposição de águas do Velho Chico, isso tudo é irresponsabilidade e incompetencia de um governo irreal e fora da realidade de nossa economia.
Senhores Aristrocratas do Poder vivam bem e deixem o povo viver e trabalhar tambem.
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