Irmão de Paulinho teve reuniões com acusado, indica PF
RUBENS VALENTE
da Folha de S.Paulo
Diálogos telefônicos interceptados pela Operação Santa Tereza indicam que o irmão do deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o sindicalista Valdir Pereira, manteve encontros com um dos principais acusados de supostas irregularidades em empréstimos do BNDES, o consultor João Pedro de Moura, ex-assessor do parlamentar.
Os objetivos das reuniões não ficaram claros na investigação da PF. A equipe de São Paulo não tinha poderes legais para investigar o parlamentar.
No dia 31 de março, Moura telefonou para Valdir para combinar uma reunião na Prefeitura de Francisco Morato (SP). Segundo as investigações, Francisco Morato era um dos municípios visados pelo grupo acusado de irregularidades.
Horas antes desse telefonema, Moura havia ligado para uma funcionária da Força Sindical, em São Paulo, e confirmado a ela que iria se encontrar com Valdir naquele dia.
O outro encontro ocorreu em 27 de fevereiro. Numa conversa com "Valéria", que a PF identificou como "secretária de João Pedro" na Força Sindical, o consultor lhe pediu que avisasse Valdir que ele estava chegando ao aeroporto de Congonhas: "Tenho que ir com ele em um lugar." Duas horas depois, Valéria ligou para dizer que Valdir iria pegar Moura no aeroporto.
A voz da mulher de Paulinho, Elza Pereira, também foi gravada em dois telefonemas.
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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