Brasil
07/06/2008 - 17h03

Sônia Hernandes deixa prisão nos EUA e deve participar de evento da Renascer

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da Folha Online

A fundadora da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Sônia Hernandes, deixou neste sábado a prisão nos Estados Unidos, onde cumpriu 140 dias de pena em regime fechado, segundo a assessoria de imprensa da igreja.

De acordo com a Renascer, Sônia deixou o presídio de Tallahassee, capital da Flórida, e seguiu para Miami. Existe a possibilidade dela participar de um evento realizado neste sábado da Renascer, a Ceia dos Oficiais, que acontece no ginásio do Ibirapuera. O evento será comandado pelo marido dela, Estevam Hernandes. As imagens gravadas em Miami serão transmitidas para um telão montado no ginásio, em São Paulo.

Sônia se apresentou à Justiça dos Estados Unidos no dia 21 de janeiro deste ano para iniciar o cumprimento da pena. Ela e o marido foram condenados a mais cinco meses de prisão domiciliar, mais dois anos de liberdade condicional e multa de US$ 30 mil para cada um. Enquanto ela cumpria pena em regime fechado, Estevam cumpriria a pena em regime domiciliar.

O casal foi condenado em agosto do ano passado pelos crimes de conspiração e contrabando de dinheiro. Os dois foram detidos em 9 de janeiro de 2007 quando entravam nos EUA com US$ 56,4 mil escondidos em uma bolsa, na capa de uma Bíblia, em um porta-CDs e em uma mala. Em vez de declarar a quantia, eles informaram que não carregavam mais de US$ 10 mil.

Inicialmente, a defesa do casal alegou que houve um equívoco na declaração de valores à alfândega americana, além de dificuldades de entendimento do idioma inglês. Em junho, em troca de uma pena mais branda, eles fizeram um acordo com a promotoria norte-americana e se declararam culpados. Foi considerado como atenuante o fato dos réus terem admitido a culpa e a demonstração de arrependimento.

Até a condenação em agosto passado, o casal ficou em liberdade condicional e vigiada: sua circulação estava restrita ao condomínio de luxo em Miami no qual possui residência e alguns lugares da cidade, como consultórios médicos. Todos os seus deslocamentos eram monitorados por um aparelho eletrônico preso ao tornozelo de cada um.

Pela decisão da Justiça norte-americana, Sônia e Estevam deveriam cumprir a pena de reclusão em regime fechado de 140 dias em períodos intercalados. O juiz Federico Moreno, do Tribunal da Flórida, levou em consideração que um deles precisava ficar em casa para cuidar do filho.

 

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