Paulinho adia afastamento do comando regional do PDT em São Paulo
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Acusado de envolvimento no esquema de desvio de verbas do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, adiou nesta segunda-feira seu afastamento da presidência estadual do PDT de São Paulo. A Folha Online apurou que Paulinho reuniu hoje os integrantes do PDT regional e informou que vai tomar a decisão até o final desta semana. Mas aguarda conversas em Brasília para anunciar sua decisão.
Interlocutores de Paulinho informaram que ele aguarda o retorno do ministro Carlos Lupi (Trabalho), presidente afastado do PDT, de uma viagem para conversarem sobre sua saída do comando regional da legenda. O nome mais cotado para assumir o cargo é o do deputado Reinaldo Nogueira (PDT-SP), atual secretário-geral da legenda em São Paulo.
Mas na reunião de hoje, que durou toda a manhã, Paulinho já sinalizou que não deverá concorrer às eleições pela Prefeitura de São Paulo como pretendia. Até a semana passada, o deputado afirmava que manteria sua candidatura. Com a saída dele da disputa, o PDT é cortejado pelo PT, que lançará Marta Suplicy, e o bloquinho, que tem à frente o deputado Aldo Rabelo (PC do B-SP).
Mais uma vez, durante a reunião, Paulinho se defendeu sobre as denúncias de envolvimento com o esquema de irregularidades que fraudava o BNDES. As acusações surgiram no decorrer das investigações da Operação Santa Tereza, realizada pela Polícia Federal.
Na reunião de hoje, Paulinho, como nas ocasiões anteriores, negou envolvimento com as denúncias. Segundo ele, provará sua inocência. Na sua opinião, as acusações ocorrem por perseguição política.
Interlocutores que acompanharam a reunião informaram que o deputado sabe que não teria condições de concorrer às eleições em São Paulo. No entanto, Paulinho não antecipou se trabalha para seu grupo fechar um acordo com Aldo ou Marta. A decisão, segundo seus aliados, deverá ser definida até sexta-feira.
Paralelamente, Paulinho prepara sua defesa no Conselho de Ética da Câmara. O processo por quebra de decoro parlamentar foi aberto contra ele na semana passada. A expectativa é que o deputado preste esclarecimentos nos próximos dias.
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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