Relator aguarda defesa de Paulinho para iniciar depoimentos no Conselho de Ética
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que relata o processo contra Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), no Conselho de Ética aguarda a defesa por escrito do pedetista. Piau disse à Folha Online que Paulinho tem até a próxima semana para encaminhar o documento, só depois serão iniciados os depoimentos.
O relator passou o fim de semana lendo os documentos e a análise feita pela Corregedoria Geral da Câmara. Segundo Piau, é um "vasto material". De acordo com ele, ainda não foi procurado por Paulinho nem interlocutores para encaminhar o parecer ou marcar data para audiência.
"O deputado Paulo Pereira está dentro do prazo para elaborar sua defesa por escrito. Até agora não fui procurador por ele nem por assessores, mas estou à disposição, se ele quiser informações", disse Piau.
O deputado pretende se reunir com o presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), nesta terça-feira para definir o calendário de trabalhos sobre o processo contra Paulinho, acusado de envolvimento com um esquema de desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social).
As investigações foram realizadas pela Polícia Federal durante a Operação Santa Tereza. Paulinho nega as acusações. Nesta segunda-feira ele reuniu os integrantes do PDT em São Paulo e também tratou do assunto. Segundo Paulinho, as acusações são resultado de uma perseguição política contra ele. Afirmou ainda que vai provar sua inocência.
Depoimentos
De antemão, o relator pretende ouvir, além do próprio deputado, o consultor João Pedro de Moura, preso em abril, que falou com o Ministério dos Esportes em nome de Paulinho.
O relator quer ainda marcar depoimentos do coronel reformado da Polícia Militar Wilson de Barros Consani Júnior e de Boris Bitelman Timoner
Outro que deve ser ouvido pelo Conselho de Ética da Câmara é o advogado Ricardo Tosto, sócio de um dos principais escritórios de advocacia do país, que também foi detido durante as investigações.
Na última sexta-feira, o ministro Carlos Ayres Britto, que relata o processo contra Paulinho no STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou formalmente a abertura de inquérito para investigar as denúncias que envolvem o deputado. Mas decretou segredo de justiça.
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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