Brasil
09/06/2008 - 17h11

Coronel da PM flagrado em escuta diz que vai explicar ligação que fez para Paulinho

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THIAGO FARIA
da Folha Online

O coronel reformado da Polícia Militar Wilson Consani Júnior disse hoje que vai explicar para a Justiça Federal a ligação que fez para o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP). Os dois foram citados em relatório da Polícia Federal da Operação Santa Tereza, que investiga desvios nos empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Escutas feitas pela PF com autorização judicial mostram que Consani teria alertado Paulinho sobre a operação Santa Tereza. Consani cuidava da segurança das festas da Força Sindical.

Joel Silva/Folha Imagem
Coronel da PM flagrado em escuta diz que vai explicar ligação que fez para Paulinho
Coronel da PM flagrado em escuta diz que vai explicar ligação que fez para Paulinho

"Hoje pedi para ser ouvido. Mas, mais uma vez, por razão que desconheço, foi adiado [o depoimento]", disse Consani.

Ele diz que o aviso que deu a Paulinho se refere a fatos que ocorreram no ano passado. "Tudo isso foi documentado na própria Justiça."

Consani Júnior também nega seu envolvimento no suposto esquema de desvios de recursos do banco. "Não sei nada a respeito do BNDES e não tenho nenhuma informação em relação às pessoas que eventualmente sejam ouvidas".

"Se há dois meses algum de vocês me pedisse para ir até o BNDES, eu iria até o aeroporto e compraria uma passagem para Brasília. Na minha cabeça, o BNDES ficava em Brasília. Eu nem sabia que ficava no Rio de Janeiro", afirmou o coronel.

De acordo com reportagem da Folha, Paulinho teria encomendado a Consani subsídios para atingir o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). Em entrevista ao "Correio Braziliense", Paulinho afirmou que foi vítima de investigação clandestina da Polícia Civil iniciada após receber em casa uma visita de Kassab para discutir aliança política.

Adiamento

A Justiça Federal adiou a tomada dos depoimentos de Consani e de Boris Bitelman Timoner que estavam marcados para acontecer nesta segunda-feira. Em nota, informa que juiz federal substituto Márcio Ferro Catapani, da 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo, decidiu aguardar a chegada de um ofício da PF antes de realizar o interrogatório. A data do interrogatório será definida após a chegada do ofício.

O advogado Anderson Real, que defende os irmãos Washington e Edson Napolitano, sócios da boate WE, diz que o motivo do adiamento seriam gravações que envolveriam Paulinho. "Ocorreram algumas interceptações que até agora não chegaram aos autos", informou o advogado que também esteve na Justiça Federal hoje para acompanhar os interrogatórios.

Consani Júnior é acusado de utilizar sua influência para manter a suposta casa de prostituição WE aberta. A casa é apontado pela Polícia Federal como a principal sede do esquema.

No entanto, o advogado de Consani Júnior, Ruy Fernando Cavalheiro, afirma que, em um dos relatórios da investigação, a polícia afirma que não há provas contra seu cliente. "A polícia sabe que ele não faz parte de nada (...), e ainda assim ele não consegue ser ouvido", disse.

Timoner, envolvido na denúncia do Ministério Público por ter recebido valores referentes a um empréstimo feito pelo BNDES às Lojas Marisa, responde por formação de quadrilha e desvio na aplicação de financiamento.

Comentários dos leitores
GILBERTO DA SILVA (1) 20/10/2009 18h12
GILBERTO DA SILVA (1) 20/10/2009 18h12
esses politicos nao tem o que fazer fica ai criando vagabundos... nao deixa quem quer trabalhar, fica ai fazendo lei pra criar vagabundo... se ele nao tem nada q fazer porque nao vai ver aquelas pessas q passa fome... porque nao vai ver as mordomias dos ladroes... nos q somos trabalhadores nao queremos mordomia... queremos trabalhar e ganhar nosso dinheiro... vc nao ta vendo q a china ta atacando o pais ja ja nao tem emprego aqui... ainda vem vc querer reduzir nossa carga horaria, pelo amor de deus cuida entao da sua vida e larga a do povo q vc nao serve pra cuidar nem dos cachorrinhos... eu nao quero reducao na carga horaria quero trabalhar ate mais se for preciso... mas deixa nos em paz e deixa nos trabalhar se vc nao sabe que isso... sem opinião
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Bolinha da Lulu (637) 16/06/2009 23h07
Bolinha da Lulu (637) 16/06/2009 23h07
Caros Senhores;
Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
sem opinião
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ruggerio manca (29) 15/06/2009 18h21
ruggerio manca (29) 15/06/2009 18h21
ela e inocente , culpado sou. sem opinião
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