Brasil
09/06/2008 - 18h03

Ex-chefe da Casa Civil do RS pede divulgação de toda conversa com vice de Yeda

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colaboração para Folha Online

O ex-chefe da Casa Civil do governo do Rio Grande do Sul Cézar Busatto pediu, em depoimento à CPI do Detran nesta segunda-feira, que seja divulgada toda a conversa gravada que provocou sua saída do governo. Segundo ele, informações importantes do diálogo foram omitidas.

Busatto foi exonerado no sábado (07), um dia depois de o vice-governador do Estado, Paulo Feijó (DEM), tornar público uma gravação em Bussato diz que o Banrisul, o Detran e o Daer financiam campanhas eleitorais.

"Fui impreciso e, com isso, dei margem a mal-entendidos quando me referi a financiamento de partidos políticos", disse Bussato. Mesmo assim, ele disse qu enão se arrependeu do que disse. "Não há nada de que me arrependa nas palavras que proferi. E as proferi sem saber que elas estavam sendo gravadas e se tornariam públicas para milhões de gaúchos", afirmou. "Fui vítima de uma traição. Recebi uma facada pelas costas, mas sobrevivi e hoje me sinto mais forte."

O ex-chefe da Casa Civil também pediu que seja melhorada a qualidade da gravação. "Quanto mais claro e transparente, maior será a possibilidade de demonstrar a todos os gaúchos e gaúchas que sou um homem público honrado que nada tem a temer."

Ele disse que falou "sem preocupação com a precisão da linguagem". "Fui impreciso e, com isso, dei margem a mal-entendidos quando me referi a financiamento de partidos políticos".

O ex-chefe da Casa Civil afirmou que há várias formas legais e lícitas de financiamento de partidos políticos, mas que seria hipócrita se não considerasse que o atual modelo dá margem a desvios. "Não há como democratizar a política sem enfrentarmos com coragem a questão do financiamento de campanha e o loteamento de cargos nos órgãos públicos."

Sobre a conversa com o vice-governador, Busatto disse que o procurou apenas para aproximá-lo do governo e evitar uma CPI contra o Banrisul. Ele disse que Feijó quer "aniquilar o Estado, desmontar o patrimônio imaterial que é a confiança dos gaúchos e o patrimônio material que é o Banrisul e, confirmado o 'impedimento' da governadora, assumir o governo do Estado".

Expulsão

A Executiva Nacional do DEM está dividida sobre a possibilidade de expulsar Feijó, inimigo declarado da governadora Yeda Crusius (PSDB). Na quarta-feira, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) deve apresentar uma representação sugerindo a expulsão de Feijó.

"O Paulo Feijó fez a coisa por métodos impróprios", afirmou o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), sem querer informar sua posição sobre o caso. "Não quero me manifestar sobre o assunto até o relator [que ainda será escolhido] concluir o parecer sobre o caso."

Comentários dos leitores
ernani sefton campos (139) 13/11/2009 11h42
ernani sefton campos (139) 13/11/2009 11h42
É por essas e outras, que os TC's não podem ser constituídos por Políticos. São Incompatíveis, com a Filosofia do Negócio, que é FISCALIZAR, os Poderes.
Se tivessemos, FUNCIONÁRIOS de CARREIRA, Concursados e tal, não estariamos pasando essa VERGONHEIRA.
Talvez em algumj tempo, teremos mudança de rumos, nesta Orgia ,de Poder Tudo e fazer Tudo que não Podem .
Que sirva de exemplo, para os NOVOS Candidatos a este òrgão tão importante, do Brasil, nas tres esferas da Administração pública.
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Saulo Mundim Lenza (611) 13/11/2009 10h46
Saulo Mundim Lenza (611) 13/11/2009 10h46
No Brasil nestes tristes dias o crime compensa, infelizmente.
Este caso é uma prova inequívoca disso.
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O Pacificador (109) 06/11/2009 16h36
O Pacificador (109) 06/11/2009 16h36
Estou muito curioso para saber se o povo gaucho, cairá no golpe armado contra Yeda.
É desproporcional, a força com que estão querendo minar o governo dela.
O engraçado, é que são os mesmos grupos e partidos que antes governaram o Estado, e motivaram a saída de centenas de empresas de lá.
Por pura instabilidade economica e falta de visão estratégica.
São os mesmos!
E querem a boquinha de volta.
Será que os gaúchos caíram neste golpe?
Para o bem deles, tomara que não.
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