Brasil
09/06/2008 - 19h22

Ministério Público cria grupo de trabalho para investigar denúncias contra governo de Yeda

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da Folha Online

O Ministério Público do Rio Grande do Sul informou que vai constituir um grupo de trabalho para acelerar as investigações sobre as denúncias de corrupção envolvendo o uso de estatais gaúchas no financiamento público de campanhas eleitorais. O grupo será composto também por integrantes do Ministério Público Especial de Contas e do Ministério Público Eleitoral.

Mauro Mattos/Palácio Piratini
Cézar Busatto deixou governo de Yeda Cursius após ser grampeado por vice do RS
Cézar Busatto deixou governo de Yeda Cursius após ser grampeado por vice do RS

O procurador-geral de Justiça, Mauro Henrique Renner recebeu hoje a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB).

Renner disse que a atuação do grupo de trabalho será direcionada para "realização de um trabalho efetivo, com a atuação exclusiva de alguns colegas, priorizando os trabalhos que dizem respeito às investigações de desvio de recursos públicos".

O blog do Josias informa que estão na mira da força-tarefa quatro órgãos públicos e estatais gaúchas: Detran, CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica), Daer (Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem) e Banrisul (o banco estadual gaúcho).

Yeda anunciou no sábado a exoneração de quatro assessores: Cézar Busatto (ex-chefe da Casa Civil), Delson Martini (ex-secretário-geral de Governo), Marcelo Cavalcante (ex-chefe do escritório do Estado em Brasília), além do coronel Nilson Bueno (ex-comandante-geral da Brigada Militar.

Segundo a tucana, as cartas de demissão de Busatto, do ex-secretário-geral de Governo, Delson Martini, do ex-chefe do escritório do Estado em Brasília, Marcelo Cavalcante, e do ex-comandante-geral da Brigada Militar, coronel Nilson Bueno, foram apresentadas na sexta.

Foi a maior mudança no primeiro escalão desde a posse de Yeda, em 2007. Foi uma resposta à crise política agravada na semana passada com a divulgação de grampos telefônicos feitos pela Polícia Federal e de conversa gravada pelo vice-governador e inimigo político de Yeda, Paulo Feijó (DEM), em que Busatto reconhece o uso de estatais no financiamento de campanhas eleitorais.

O ex-chefe da Casa Civil, que não sabia que sua conversa com Feijó estava sendo gravada, menciona o PP e o PMDB --os maiores partidos da base de Yeda-- como beneficiários da prática em órgãos estatais que comandam, o Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul) e o Detran (Departamento Estadual de Trânsito).

Depois, Busatto disse que se referia a contribuições de servidores filiados aos partidos. As duas siglas, que reúnem 18 dos 55 deputados do Estado, pressionaram Yeda pela demissão.

Comentários dos leitores
O Pacificador (183) 18/11/2009 20h20
O Pacificador (183) 18/11/2009 20h20
"PT diz que votará contra parecer que aprova contas de Yeda de 2008..."
Isso é alguma novidade?
Qualquer coisa que envolva o governo Yeda, eles serão contra.
A armação feita no RS, é clara, sórdida e claramente favorável á um certo político que dizem, nos áureos tempos de governo militar, fugiu "de prenda" para o Uruguai...
Nada do que pessoas assim façam, deve causar estranheza.
25 opiniões
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maria lenci (5) 16/11/2009 18h22
maria lenci (5) 16/11/2009 18h22
Eu concordo em grau e genero com O PACIFICADOR 1 opinião
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Mauricio Anadrade (546) 16/11/2009 18h00
Mauricio Anadrade (546) 16/11/2009 18h00
Sr. O Pacificador. Só para complementar: não basta termos uma oposição competente. É preciso sim uma mídia que informe corretamente seus leitores. No caso do Rio Grande do Sul - e falo por que sou gaucho - chega ser criminoso o esforço que o grupo RBS faz para esconder o desgoverno Yeda. Já no plano federal acredito que não preciso nem dizer. Uma simples reunião com amigos do presidente é motivo de chacota. 3 opiniões
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