Acusado de desvio arrecadou verba para Yeda, afirma vice
GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre
O vice-governador Paulo Feijó (DEM-RS) afirmou que o empresário tucano Lair Ferst, um dos acusados de liderar o desvio de R$ 44 milhões no Detran (Departamento Estadual de Trânsito) gaúcho, atuou na arrecadação de dinheiro para a campanha da governadora Yeda Crusius (PSDB) em 2006.
Feijó, que é adversário da tucana e agravou a crise política ao divulgar na sexta-feira a gravação de diálogo que provocou a demissão do chefe da Casa Civil, Cézar Busatto, disse ontem que costuma gravar conversas que mantém com políticos e que outras gravações surgirão "no momento oportuno".
A informação sobre o papel de Lair Ferst como arrecadador de fundos para a campanha vem sendo reiteradamente negada pelo Palácio do Piratini desde que a Polícia Federal deflagrou a Operação Rodin, em novembro de 2007, prendendo temporariamente Ferst e mais 12 pessoas acusadas de participar do esquema no Detran.
Feijó afirmou que Ferst freqüentava "quase diariamente o comitê" e que teria captado recursos para a campanha. "Ele e tantos outros, eu também fui um daqueles que buscaram recursos no meio empresarial de modo geral para apoiar a campanha. Lair foi um dos que ajudaram nesse sentido. Não dinheiro dele, recurso dele, [mas] dinheiro das relações dele."
O vice de Yeda também disse que não há ilegalidade na gravação que fez da conversa com Busatto no dia 26 de maio. Busatto, que admitiu o uso de estatais como Detran e Banrisul (banco estadual) no financiamento de campanhas, não sabia da existência de um gravador no meio dos papéis espalhados sobre a mesa de Feijó. Eticamente, disse, a atitude se justifica por se tratarem "de homens públicos discutindo assuntos de interesse público".
"Gravo aquilo que é do interesse do governo ou sobre o governo. Fora disso, não." Ele disse que há outras gravações, mas não detalhou com quem seria ou do que se trataria. Segundo ele, a divulgação da conversa foi discutida com o presidente estadual do DEM e pré-candidato à Prefeitura de Porto Alegre, Onyx Lorenzoni.
O vice também se contrapôs ao argumento de Busatto de que o uso de estatais mencionado na conversa se trataria das contribuições de ocupantes de cargos comissionados (não concursados). "Ele se refere a fortunas e nenhuma fortuna vem de cargo em comissão nem se fosse doada ao partido 100% da remuneração dos cargos."
Busatto depôs ontem na CPI do Detran, na Assembléia. Ele classificou a gravação da conversa como "uma facada pelas costas" e se disse "crucificado pelas verdades que falei".
O ex-chefe da Casa Civil voltou a dizer que não se referiu a desvios de recursos públicos quando citou a relação dos partidos com estatais, mas a financiamento através de contribuições voluntárias de servidores.
Ferst não foi localizado nem respondeu aos recados da Folha ontem. Em depoimento na CPI, ele negou ter sido arrecadador da campanha de Yeda.
| Editoria de Arte/Folha Imagem/Folha Imagem | ||
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" oferta " para ser candidato do partido a presidente em 2.010. Várias vezes eu fiz essa colocação aqui nesse forum. Lembram-se ? Agora que a sujeira dessa oposição começa a vir a tona, é que ele vai sair fora de vez. Ele não é louco. E o mensalão mineiro ? Mãe de todas as mães ainda será julgado esse ano no STF. Diante da profusão de provas que o Ministro Joaquim Barbosa apresentou, vamos ver no que vai dar. Ah, agora apareceu um presidente do Tucanolato lá em Brasília enfiado no meio dessa sujeira toda. E o Arruda hein, ameaçando girar a metralhadora para cima de muita gente. Diz ele que a prova é pARRUDA. Populaçao de Brasília, sai da frente que o ventilador vai ser ligado a qualquer hora. É dinheiro nas meias, nas CUECAS, e sabe lá mais onde.
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Motivados por quem é contra a "meritocracia".
Que coisa horrível essa meritocracia, não é?
Aonde já se viu? Premiar quem trabalha mais, se esforça mais, supera metas...
Que coisa absurda...
O legal mesmo, para quem pensa assim, é a aquela imensa vala comum da mesmice...
Onde quem faz mais, é porque "quer aparecer"...
Tem gente, que ainda não percebeu que estamos no século XXI...
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