Alerj aprova pedido de cassação de Álvaro Lins
LUISA BELCHIOR
colaboração para a Folha Online, no Rio
A Mesa Diretora da Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) aprovou nesta terça-feira, por unanimidade, o pedido de cassação do mandato do deputado estadual Álvaro Lins (PMDB) feito pela Corregedoria da Casa. Caberá agora ao Conselho de Ética julgar o pedido e enviá-lo ou não para votação em sessão plenária.
Lins é acusado pelo MPF (Ministério Público Federal) e pela Polícia Federal de se beneficiar de um esquema de propina na Secretaria de Segurança Pública quando foi chefe da Polícia Civil do Rio. Álvaro Lins terá um prazo de cinco dias a partir de amanhã para apresentar até dez testemunhas para depor no caso.
O Conselho de Ética não deve indicar nenhuma testemunha de acusação porque, segundo o presidente do conselho, deputado Paulo Melo (PMDB), ele vai aproveitar as investigações da PF e da Procuradoria. Já as testemunhas de Lins devem começar a ser ouvidas a partir da próxima segunda-feira.
No mesmo prazo, ele também terá de apresentar sua defesa por escrito. Nove membros do Conselho de Ética se reunirão às 10h30 de amanhã para discutir o processo e indicar um relator. Melo afirmou que pode concluir o caso em até 20 dias, mas afirmou que vai "julgar o processo sem atropelamentos".
Melo afirmou ainda que não vai haver qualquer corporativismo ou proteção durante o processo. O presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), afirmou que o relatório que pedia a cassação de Lins foi aprovado com louvor pelos dez membros da Mesa Diretora.
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