Brasil
10/06/2008 - 13h34

Tarso e Marina afirmam que presença de índios não afeta soberania nacional

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro Tarso Genro (Justiça) e a senadora Marina Silva (PT-AC) defenderam a homologação de forma contínua na reserva indígena Raposa/Serra do Sol (RR). Segundo eles, a continuidade da demarcação não afeta a soberania nacional. Mas o jurista Francisco Rezek, ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e da Corte de Haia, sinalizou que a reserva em área fronteiriça pode ameaçar a região e gerar contestações na Justiça.

"A questão da continuidade ou descontinuidade nada tem a ver com a questão da soberania nacional. A soberania nacional está preservada. A natureza da ocupação para as comunidades indígenas também não implica em nada com a soberania", afirmou Tarso.

Tarso, Marina e Rezek participaram de um debate sobre soberania nacional promovido hoje pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Durante a exposição, a ex-ministra Marina Silva (Meio Ambiente) disse que apóia a indenização aos arrozeiros que vivem na região, mas apelou para o direito à manutenção dos oito povos indígenas na reserva.

"Arroz nós podemos plantar em qualquer terra fértil. Já uma cultura [como a dos indígenas] que acha que o mundo foi criado no monte Roraima só está aí [naquela região]", afirmou Marina Silva. "[Mas] os arrozeiros devem ser indenizados", disse.

Rezek, por sua vez, afirmou que demarcar uma reserva na área de fronteira deve ser motivo de preocupação. "Se nesse momento se demarca uma área extensa como esta na fronteira, abre-se espaço a uma forma de contestação que deveria nos preocupar", afirmou o ex-ministro.

A questão da demarcação das terras na região da reserva Raposa/Serra do Sol está no STF. O ministro-relator do processo, Carlos Ayres Britto, examina documentos enviados pelo governo federal e pela Funai (Fundação Nacional do Índio), que defendem a homologação de forma contínua das terras, e pelo governo estadual, que sugere a demarcação de forma descontínua --em ilhas.

Pela previsão do presidente da Suprema Corte, ministro Gilmar Mendes, o julgamento da ação deve ocorrer no começo do segundo semestre deste ano. Não há, por enquanto, data definida para a realização do julgamento.

Comentários dos leitores
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. sem opinião
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tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
sem proteção os indios ficam a mercê de todos os perigos existentes na Amazonia.Agora as Farc tambem querem se aproveitar da fraqueza indigena. 1 opinião
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Tiago Garcia (38) 17/11/2009 17h34
Tiago Garcia (38) 17/11/2009 17h34
Se o Estado falha em comparecer e dar proteção a estes silvícolas acho, em minha opinião, que eles tem todo direito de se organizarem e de se protegerem.
E pela boa iniciativa deles de se submeterem ao Estado Brasileiro e nossas leis demonstram muito boa vontade com a nação e merecem sim ser amparados visto a peculiaridade da situação de isolamento e as dificuldades que as policias atuais passam para protege-los.
Apoio a idéia.
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