Governistas querem votar hoje emenda da saúde para apressar CSS
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Na tentativa de aprovar até amanhã a CSS (Contribuição Social para a Saúde), a base aliada promete começar nesta terça-feira a votar a emenda 29 (que amplia os recursos para a saúde) e o texto que cria a contribuição. Sem consenso entre os aliados, os partidos de oposição vão pressionar para atrapalhar a votação, obstruindo os encaminhamentos e apresentando requerimentos para adiar as discussões. É a terceira tentativa do governo em votar a medida.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reuniu os líderes partidários nesta terça-feira para tratar da pauta de votações da Casa. Antes, os governistas definiram como tática o enfrentamento da oposição e a insistência no discurso de que a aprovação da nova CPMF é fundamental para garantir os recursos necessários para a saúde.
"Talvez os que estejam contra a medida [a CSS] são os que temem uma contribuição com papel fiscalizador, como é a CSS", afirmou o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS). "Estamos otimistas. A base [aliada] já contabiliza a maioria. Mas [a revelação do] número só na hora da votação", disse ele.
Porém, a base do governo tem de lidar com o racha entre os aliados. O PR, PTB e PV não estão fechados em favor da criação do novo imposto. Para eles, a CSS pode gerar problemas nas bases eleitores e há poucos meses das eleições municipais. Para garantir a aprovação em plenário da emenda 29 e da CSS, o governo precisa ter 257 votos favoráveis.
Denúncias
Os líderes do DEM na Câmara, Antônio Carlos Magalhães (BA), e do PSDB, José Aníbal (SP), afirmam que em busca de votos em favor da CSS e da emenda 29, o governo liberou emendas para os aliados. "Está tendo cooptação de parlamentares e o governo está adotando antigas práticas", afirmou o democrata. "Vamos resistir à votação e mostrar a vergonha que está acontecendo", disse o tucano.
Segundo dados da assessoria do PSDB na Câmara, no período de 3 a 6 de junho, o governo liberou R$ 51 milhões para aliados. Do total, R$ 38,4 milhões seriam só para quatro partidos da base aliada. Pelo levantamento, os principais beneficiados são o PMDB, PT, PR, PTB e PP.
Fontana negou o favorecimento aos aliados por meio da liberação de emendas. Segundo o líder, a liberação neste período "é normal" porque há um prazo a ser obedecido em decorrência das eleições municipais. "O argumento de liberação de emendas é falsa. É preciso fazer o conjunto das obras nos municípios", disse o petista.
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A roubalheira praticada pelos políticos acampados no Congresso Nacional e por esse Brasil afora, nos enche de vergonha e de arrependimento por tê-los eleitos.
O governo emprestou dinheiro para o FMI, para a Bolívia, nos assalta com impostos criminosos embutidos nas mercadorias e ainda querem nos esfolar vivos com a maldita parente da CPMF.
Vão cobrar os sonegadores do IR e do INSS, reduzam as verbas destinadas a manter os nababos do Congresso e combatam a corrupção desenfreada que vai sobrar muito dinheiro, não só para a saúde como para todas as obras sociais que se fazem necessárias.
Até parece que existe uma curriola política, cujo papel é criar meios para extorquir a população brasileira.
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