Aécio defende Yeda e diz ter plena confiança em governadora gaúcha
da Folha Online
O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), defendeu hoje a colega gaúcha Yeda Crusius, alvo de denúncias de corrupção envolvendo estatais do Rio Grande do Sul. "Eu tenho plena confiança na conduta da governadora Yeda Crusius. É um dos grandes quadros da política brasileira."
Aécio afirmou que Yeda "teve a coragem política de reconstruir o governo". "Existem problemas que estão sendo apresentados. Ela teve a coragem de reorganizar o governo com a participação de uma base agora mais sólida."
O mineiro afirmou que espera que as investigações sobre o caso tenham continuidade e os culpados sejam punidos. "Eu espero que de um lado todas as investigações possam prosseguir e os culpados sejam punidos exemplarmente. Mas por outro lado, que ela possa ter a tranqüilidade para trabalhar e tirar o Rio Grande do Sul das dificuldades que vem vivendo ao longo de todos os últimos anos."
Yeda exonerou no sábado quatro assessores diretos por denúncias de corrupção: Cézar Busatto (ex-chefe da Casa Civil), Delson Martini (ex-secretário-geral de Governo), Marcelo Cavalcante (ex-chefe do escritório do Estado em Brasília) e Nilson Bueno (ex-comandante-geral da Brigada Militar.
Foi a maior mudança no primeiro escalão desde a posse de Yeda, em 2007. Foi uma resposta à crise política agravada na semana passada com a divulgação de grampos telefônicos feitos pela Polícia Federal e de conversa gravada pelo vice-governador e inimigo político de Yeda, Paulo Feijó (DEM), em que Busatto reconhece o uso de estatais no financiamento de campanhas eleitorais.
O ex-chefe da Casa Civil, que não sabia que sua conversa com Feijó estava sendo gravada, menciona o PP e o PMDB --os maiores partidos da base de Yeda-- como beneficiários da prática em órgãos estatais que comandam, o Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul) e o Detran (Departamento Estadual de Trânsito).
Depois, Busatto disse que se referia a contribuições de servidores filiados aos partidos. As duas siglas, que reúnem 18 dos 55 deputados do Estado, pressionaram Yeda pela demissão.
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Enquanto a Pampa fica mais pobre os PSDBs adquirem casa de luxo.
No RS fora Yeda em Curitiba fora Richa.
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