Publicidade
Publicidade
Plenário da Câmara retoma votação da emenda 29 e nova CPMF
Publicidade
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O plenário da Câmara retomou na manhã desta quarta-feira a votação da regulamentação da emenda 29 (que amplia os recursos para a saúde) com a criação da nova CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), batizada de CSS (Contribuição Social para a Saúde). A expectativa dos parlamentares é que a discussão da matéria se estenda até a noite, uma vez que a oposição mantém a estratégia de obstruir a votação com sucessivos pedidos de aprovação de requerimentos no plenário.
Após quatro horas de discussão nesta terça-feira, integrantes da oposição e da base aliada do governo fizeram um acordo para adiar pela terceira vez a votação da emenda 29. O acordo ocorreu depois de uma série de procedimentos de obstrução promovidos pela oposição.
O relator da proposta da CSS, deputado Pepe Vargas (PT-RS), considerou "inadequado financeiramente" um destaque apresentado pelo líder do DEM na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA). Inconformado com a análise de Pepe, ACM Neto encaminhou um recurso, com 51 assinaturas, solicitando a revisão de posição --uma vez que os partidos de oposição e os aliados haviam firmado um acordo para a votação da matéria.
Com a quebra do acordo, a oposição decidiu voltar a obstruir a discussão da CSS no plenário da Câmara. Os deputados vão tentar votar o texto-base da emenda 29, a CSS, o recurso de ACM Neto e mais nove destaques à matéria nesta quarta-feira. O mais significativo dos recurso da oposição é o que sugere o fim da cobrança da CSS.
Como os governistas têm maioria na Câmara, avaliam que vão aprovar a emenda 29 com a criação da CSS --mas com uma margem apertada de votos. Em ano eleitoral, muitos deputados da base aliada se mostraram contrários à criação de mais um tributo no país para financiar a saúde.
Proposta
Pela proposta em discussão, a União se comprometerá a repassar o total da variação do PIB (Produto Interno Bruto) mais a inflação e o valor global da CSS integralmente para a saúde. Já os Estados se responsabilizarão a repassar 12% da receita líquida, enquanto os municípios transferirão 15% para o setor.
Ao longo dos debates sobre o tema, os aliados do governo federal defenderam que só seria possível a execução da emenda com a aprovação da nova CPMF.
Segundo o texto que cria a CSS, a partir de 1º de janeiro de 2009 será cobrada alíquota de 0,10% sobre as transações financeiras. A isenção é limitada aos trabalhadores assalariados, aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) que recebem até R$ 3.038 por mês.
Na tentativa de assegurar a aprovação da proposta, o governo resolveu atender aos apelos dos governadores e também dos deputados que resistiam à criação do novo imposto. O relator da CSS afirmou que foi retirado R$ 1,049 bilhão do repasse para os prefeitos sustentarem o Fundeb, fundo destinado à educação básica, do cálculo da suas Receitas Correntes Líquidas.
Para compensar a retirada, Pepe determinou, no texto, o repasse de R$ 3,5 bilhões por meio do fim das despesas irregulares para a saúde. Segundo ele, o saldo final será de R$ 2,45 bilhões.
Leia mais
- Relator da CSS apresenta proposta na tentativa de agradar governadores e prefeitos
- Governistas querem votar hoje emenda da saúde para apressar CSS
- Na véspera da votação da CSS, Lula diz que fim da CPMF prejudicou a saúde
- Em São Paulo, presidente Lula volta a criticar fim da CPMF
- Governistas tentam ampliar apoio na base para votar nova CPMF
Livraria da Folha
- Livro explica às famílias conceitos de tributos federais, estaduais e municipais
- Cientista traça perfil social e político da Câmara em livro
- Livro de Eugenio Bucci revela bastidores do poder em Brasília
- Livros abordam temas políticos, sociais e históricos e ajudam a entender o Brasil
Especial
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Nos anos 1990, criticados por doação da Odebrecht, Lula e Dirceu choraram
- Delatores celebram direito de sair de casa e fazem planos para o futuro
- Imagens de aldeia evidenciam papel da demarcação, diz cineasta
- Empresa de filho de Lula recebeu R$ 103 milhões, aponta laudo da PF
- 'Grupos vendem direita como o novo', avalia professor
+ Comentadas
- 'Grupos vendem direita como o novo', avalia professor
- Delatores celebram direito de sair de casa e fazem planos para o futuro
+ EnviadasÍndice






avalie fechar
avalie fechar
A roubalheira praticada pelos políticos acampados no Congresso Nacional e por esse Brasil afora, nos enche de vergonha e de arrependimento por tê-los eleitos.
O governo emprestou dinheiro para o FMI, para a Bolívia, nos assalta com impostos criminosos embutidos nas mercadorias e ainda querem nos esfolar vivos com a maldita parente da CPMF.
Vão cobrar os sonegadores do IR e do INSS, reduzam as verbas destinadas a manter os nababos do Congresso e combatam a corrupção desenfreada que vai sobrar muito dinheiro, não só para a saúde como para todas as obras sociais que se fazem necessárias.
Até parece que existe uma curriola política, cujo papel é criar meios para extorquir a população brasileira.
avalie fechar