Brigada Militar prende 11 por vandalismo durante marcha contra governo Yeda
da Folha Online
A Brigada Militar de Porto Alegre prendeu 11 manifestantes nesta quarta-feira por ato de vandalismo e tentativa de furto em um supermercado da cidade. Segundo a Brigada Militar, os presos eram trabalhadores rurais da Via Campesina.
O grupo seguia com mais cerca de 500 pessoas para um protesto em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, contra a gestão da governadora Yeda Crusius (PSDB). No caminho, os manifestantes invadiram o supermercado, quebraram vidros, derrubaram uma cerca que havia no estacionamento e tentaram levar alimentos sem pagar.
"Eles [os manifestantes] alegavam que os alimentos eram do povo e queriam sair sem pagar. Mas cometeram um crime", afirmou o coronel Jarbas Rogério Carvalho Vanin, comandante da capital.
O governo de Yeda é acusado de envolvimento em corrupção em estatais gaúchas, que teriam sido usadas para financiar campanhas eleitorais.
Para responder às denúncias, Yeda exonerou no sábado quatro assessores diretos por denúncias de corrupção: Cézar Busatto (ex-chefe da Casa Civil), Delson Martini (ex-secretário-geral de Governo), Marcelo Cavalcante (ex-chefe do escritório do Estado em Brasília) e Nilson Bueno (ex-comandante-geral da Brigada Militar). Na segunda-feira, ela montou um gabinete de crise.
Segundo o comandante, os 11 manifestantes foram presos em flagrante e levados para a delegacia. O restante do grupo foi levado para o parque da Harmonia, que fica cerca de um quilômetro do Palácio Piratini. De lá, devem retornar para as cidades de origem, no interior do Estado, nos mesmos ônibus que chegaram a Porto Alegre.
O comandante explicou que, com as prisões, a manifestação contra o governo Yeda foi cancelada. "Ia ter uma manifestação. Agora não vai ter mais. Não vamos permitir", disse.
Além das prisões, a Brigada Militar também apreendeu um carro de som por perturbação, recolheu um caminhão que estava sem condições de tráfego, além de paus, pedras e simulações de foices que estavam no caminhão.
Após o protesto no supermercado, parte do grupo fez outra manifestação na avenida Aureliano de Figueiredo, próximo ao Tribunal Regional Federal. Segundo a Brigada Militar, os manifestantes obstruíram a entrada do tribunal e parte da avenida, impedindo tráfego de veículos.
Segundo o comandante, não houve prisões ou feridos. Mas a polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. "Determinei o uso da força necessária", afirmou.
A reportagem não localizou nenhum representante da Via Campesina para comentar o assunto. Uma nota no site do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) na internet confirma os protestos, que segundo eles resultaram em 10 manifestantes feridos no conflito do supermercado. O comandante da Brigada Militar disse que foram apenas sete feridos: dois manifestantes e cinco policiais.
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Especial


É desproporcional, a força com que estão querendo minar o governo dela.
O engraçado, é que são os mesmos grupos e partidos que antes governaram o Estado, e motivaram a saída de centenas de empresas de lá.
Por pura instabilidade economica e falta de visão estratégica.
São os mesmos!
E querem a boquinha de volta.
Será que os gaúchos caíram neste golpe?
Para o bem deles, tomara que não.
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