Reinaldo Nogueira vai assumir comando do PDT em São Paulo no lugar de Paulinho
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O presidente em exercício do PDT, deputado Vieira da Cunha (RS), nomeou nesta quarta-feira o deputado Reinaldo Nogueira (PDT-SP) para assumir temporariamente o comando da sigla em São Paulo. A vaga foi aberta com a decisão do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), de licenciar-se do cargo e da Executiva Nacional do PDT para defender-se das acusações de envolvimento em desvio de empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Cunha negou que o PDT tenha pressionado Paulinho a deixar a presidência estadual da legenda. Mas reconheceu que o afastamento do parlamentar preserva o PDT de críticas quanto à conduta ética do partido.
"A decisão de se afastar foi dele próprio. Estamos satisfeitos com a decisão que ele [Paulinho] tomou. É uma atitude que preserva nossa sigla. É muito ruim para o PDT conviver com essas manchetes de envolvimento de um parlamentar da legenda com denúncias", afirmou.
O presidente em exercício do PDT afirmou que, se não ficar comprovado que Paulinho tem participação em fraudes no BNDES, o parlamentar poderá retornar ao comando da sigla em São Paulo. Do contrário, Paulinho terá que pedir afastamento em definitivo do partido.
"O PDT apóia todas as investigações e quer que se esclareça a verdade dos fatos. Comprovada a sua inocência, ele voltará a ocupar a presidência do partido em São Paulo. Qualquer pedetista que se desviar dos princípios éticos deverá deixar o partido, ou então será expulso", afirmou.
Nogueira, que assumirá o lugar de Paulinho, é secretário-geral do PDT em São Paulo.
Licença
Paulinho encaminhou carta nesta quarta-feira à direção do PDT para formalizar o seu afastamento temporário da presidência da legenda em São Paulo. Na carta, o deputado afirma que as denúncias de envolvimento em desvio de empréstimos no BNDES são fruto de uma "implacável, insidiosa e perversa campanha de desmoralização pública".
O deputado nega ter cometido tráfico de influência para conquistar empréstimos do BNDES para empresas e prefeituras. "Sobre essas acusações, provarei a minha inocência", afirma. Segundo Paulinho, a vida de sua família foi invadida de forma "arbitrária" diante de acusações de crimes que não foram cometidos por ele ou demais familiares.
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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