TSE deve julgar "caso a caso" a propaganda eleitoral na internet
Colaboração para a Folha Online
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Carlos Ayres Britto, afirmou nesta quarta-feira ainda não ter concluído como será o uso da internet para a propaganda eleitoral. "Não chegamos a uma conclusão. O que se preferiu foi resolver a utilização da internet caso a caso", disse. Hoje, o ministro esclareceu aos presidentes nacionais dos partidos políticos a decisão de manter sem regulamentação específica a propaganda eleitoral pela internet.
Ontem, os ministros do tribunal não reconheceram, por quatro votos a dois, consulta que questionava se serão permitidas campanhas em blogs, links patrocinados e redes sociais, como Orkut e MySpace.
A decisão dos ministros é de que as análises devem ser feitas pela Justiça Eleitoral a partir de casos concretos, ou seja, os casos serão analisados um a um.
O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, defendeu a criação de normas para o uso da internet. "Ontem não se gerou uma norma, isso cria um risco para os partidos. Seria importante que existisse uma normatização para dar maior tranqüilidade", afirmou Berzoini.
Segundo o ministro Ari Pargendler, relator da consulta, há uma preocupação do TSE que a internet não sirva para escândalos, fofocas e boatos.
Na decisão de ontem, Britto defendeu a liberação do uso da web pelos candidatos em razão da liberdade de comunicação e concordou com o voto do ministro Joaquim Barbosa, que defendeu a análise caso a caso. O voto foi acompanhado pelos ministros Felix Fischer e Caputo Bastos.
Já Pargendler, defendeu a equiparação da internet aos demais meios de comunicação. Para ele, a Corte deveria responder negativamente ao questionamento sobre uso de correio eletrônico, banner, redes sociais, criação de blogs, telemarketing ou páginas eletrônicas para divulgação de propaganda eleitoral. Votou com ele o ministro Marcelo Ribeiro.
Em resolução do TSE de março deste ano, o tribunal define que a propaganda eleitoral na internet somente será permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral, mas não especifica como se dará a questão de e-mails com mensagens políticas ou perfis de candidatos em sites de relacionamentos.
Leia mais
- TSE deixa propaganda eleitoral em blogs e Orkut sem regras claras
- Candidatos que são réus em ações sem condenação definitiva podem concorrer, diz TSE
- TRE tira do ar propaganda do PC do B com pré-candidata à Prefeitura do Rio
- TRE proíbe torpedos em campanha eleitoral, mas libera blog e Orkut
Livraria da Folha
- Obras da série "Folha Explica" discutem política e eleições
- Livro explica mudanças que marketing eleitoral trouxe às eleições; leia capítulo
- Especialista desvenda dez mitos sobre a internet; leia artigo
Especial

avalie fechar
avalie fechar
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
avalie fechar