DEM abre processo de expulsão contra vice-governador de Yeda por gravação
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
A Executiva Nacional do DEM designou nesta quinta-feira o deputado André de Paula (DEM-PE) como relator do processo contra o vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Feijó (DEM). A escolha do relator dá início ao processo de análise de expulsão de Feijó do partido.
Para o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), Feijó deve ser expulso da legenda por falta de ética ao fazer escutas telefônicas. Mas a Folha Online apurou que a tendência é de o partido evitar a punição máxima e definir por uma mais branda, como advertência.
O relator deve concluir seu parecer em uma semana, segundo previsão dos parlamentares. O deputado deverá ouvir Feijó e os outros envolvidos no processo aberto a partir da representação de Heráclito.
"O partido tem compromisso com a legalidade. Mas o método utilizado pelo vice-governador foi condenável", afirmou o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). "O objetivo da minha representação é mostrar que há coerência partidária pela defesa da ética e seus princípios", disse Heráclito, que hoje encaminhou sua representação.
A reunião da Executiva, realizada nesta manhã, durou cerca de uma hora e meia e foi bastante tensa. A Folha Online apurou que, aliado e amigo de Feijó, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) não queria que o partido aceitasse a representação do senador, mas acabou como voto vencido. Já o senador Marco Maciel (DEM-PE) e o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) defenderam que o DEM assuma uma posição mais rígida em relação à decisão.
Durante a reunião, Agripino e o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), posicionaram-se em defesa de que os democratas determinem uma punição contra Feijó, mas sem tanto rigor. Para eles, uma punição branda já resolveria a questão, uma vez que a intenção do vice-governador seria divulgar irregularidades, uma das bandeiras do partido.
A revelação de gravações por Feijó acirrou a crise política no Rio Grande do Sul e acentuou suas dificuldades de relacionamento com a governadora Yeda Crusius (PSDB), de quem sempre foi adversário. Em decorrência das denúncias do vice-governador, Yeda se viu obrigada a demitir vários de seus auxiliares diretos, em uma primeira etapa.
Numa segunda fase, a governadora pediu que sua secretaria colocasse os cargos à disposição e anunciou a instalação de um governo de transição. Na Câmara Legislativa do Rio Grande do Sul, há defensores de impeachment contra a governadora.
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Especial


Isso é alguma novidade?
Qualquer coisa que envolva o governo Yeda, eles serão contra.
A armação feita no RS, é clara, sórdida e claramente favorável á um certo político que dizem, nos áureos tempos de governo militar, fugiu "de prenda" para o Uruguai...
Nada do que pessoas assim façam, deve causar estranheza.
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