Brasil
12/06/2008 - 11h42

DEM abre processo de expulsão contra vice-governador de Yeda por gravação

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A Executiva Nacional do DEM designou nesta quinta-feira o deputado André de Paula (DEM-PE) como relator do processo contra o vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Feijó (DEM). A escolha do relator dá início ao processo de análise de expulsão de Feijó do partido.

Para o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), Feijó deve ser expulso da legenda por falta de ética ao fazer escutas telefônicas. Mas a Folha Online apurou que a tendência é de o partido evitar a punição máxima e definir por uma mais branda, como advertência.

O relator deve concluir seu parecer em uma semana, segundo previsão dos parlamentares. O deputado deverá ouvir Feijó e os outros envolvidos no processo aberto a partir da representação de Heráclito.

"O partido tem compromisso com a legalidade. Mas o método utilizado pelo vice-governador foi condenável", afirmou o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). "O objetivo da minha representação é mostrar que há coerência partidária pela defesa da ética e seus princípios", disse Heráclito, que hoje encaminhou sua representação.

A reunião da Executiva, realizada nesta manhã, durou cerca de uma hora e meia e foi bastante tensa. A Folha Online apurou que, aliado e amigo de Feijó, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) não queria que o partido aceitasse a representação do senador, mas acabou como voto vencido. Já o senador Marco Maciel (DEM-PE) e o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) defenderam que o DEM assuma uma posição mais rígida em relação à decisão.

Durante a reunião, Agripino e o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), posicionaram-se em defesa de que os democratas determinem uma punição contra Feijó, mas sem tanto rigor. Para eles, uma punição branda já resolveria a questão, uma vez que a intenção do vice-governador seria divulgar irregularidades, uma das bandeiras do partido.

A revelação de gravações por Feijó acirrou a crise política no Rio Grande do Sul e acentuou suas dificuldades de relacionamento com a governadora Yeda Crusius (PSDB), de quem sempre foi adversário. Em decorrência das denúncias do vice-governador, Yeda se viu obrigada a demitir vários de seus auxiliares diretos, em uma primeira etapa.

Numa segunda fase, a governadora pediu que sua secretaria colocasse os cargos à disposição e anunciou a instalação de um governo de transição. Na Câmara Legislativa do Rio Grande do Sul, há defensores de impeachment contra a governadora.

Comentários dos leitores
O Pacificador (65) 06/11/2009 16h36
O Pacificador (65) 06/11/2009 16h36
Estou muito curioso para saber se o povo gaucho, cairá no golpe armado contra Yeda.
É desproporcional, a força com que estão querendo minar o governo dela.
O engraçado, é que são os mesmos grupos e partidos que antes governaram o Estado, e motivaram a saída de centenas de empresas de lá.
Por pura instabilidade economica e falta de visão estratégica.
São os mesmos!
E querem a boquinha de volta.
Será que os gaúchos caíram neste golpe?
Para o bem deles, tomara que não.
26 opiniões
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ALBERTO RUIZ (74) 06/11/2009 14h50
ALBERTO RUIZ (74) 06/11/2009 14h50
É a politica do toma lá dá cá. Ô País. Vou-me embora pra Passargada porque lá tbem vou ser rei. sem opinião
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Marcelo Moreto (167) 06/11/2009 13h17
Marcelo Moreto (167) 06/11/2009 13h17
... mas que pampa é essa que eu recebo agora, com a missão de cultivar raízes, se dessa pampa que me fala a história, não me deixaram nem sequer matizes, passam as mãos da minha geração, heranças feitas de fortunas rotas, campos desertos que não geram pão, onde a ganância anda de rédeas soltas... 1 opinião
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