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Brasil
12/06/2008 - 16h38

Tarso espera que STF decida o mais rápido possível situação da Raposa/Serra do Sol

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THIAGO FARIA
da Folha Online

O ministro Tarso Genro (Justiça) disse nesta quinta-feira que espera que o STF (Supremo Tribunal Federal) decida o mais rápido possível a situação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima. Para ele, o argumento de que a continuidade do território prejudica a soberania nacional não tem fundamento.

"Quando mandamos a Força Nacional [de Segurança] e a Polícia Federal [para a reserva], estávamos em condição de realizar toda a operação [de retirada dos não-índios da área]. Houve a interrupção [por decisão do STF]. O Supremo tem o direito de fazer [decidir], nós obedecemos", afirmou.

Segundo Tarso, o território indígena tem uma dupla garantia do governo para manter sua soberania. "Ele [território] não é só território nacional como também é propriedade da União", disse.

O STF adiou para o segundo semestre deste ano o julgamento de ações que questionam a homologação contínua da Raposa/Serra do Sol. O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, confirmou na terça-feira que o julgamento ocorrerá em agosto, mas considerou "natural" a mudança de data.

O relator do processo da Raposa/Serra do Sol no STF, ministro Carlos Ayres Britto, analisa uma série de documentos apresentados pelos envolvidos na polêmica sobre a homologação da reserva. Por esse motivo, o tribunal entendeu que será mais prudente deixar o caso para ser analisado em agosto, após o recesso dos trabalhos no mês de julho.

O julgamento estava previsto para o final da primeira quinzena de junho. Ao todo, o relator analisa 33 ações que questionam a homologação contínua da reserva indígena, como determinado pelo governo federal. Em abril, o STF decidiu liminarmente suspender a ação da Polícia Federal na reserva Raposa/Serra do Sol para a retirada dos arrozeiros que produzem na área.

O tribunal garantiu o livre trânsito de pessoas, bens, veículos e insumos na reserva indígena. Pela decisão, o governo deveria agir "de modo a impedir, ou prontamente reprimir, quaisquer atos --de qualquer das partes envolvidas-- que comprometam o livre trânsito" na área.

Força Nacional

Tarso também afirmou que o governo vai treinar agentes da Força Nacional para participar de operações que tenham relação com a questão ambiental. Segundo ele, trata-se de um pedido do ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), mas que não será uma força separada, como Minc chegou a cogitar.

"O que o Minc quer, e ele está correto nisto, é uma força de fiscalização forte e uma força de proteção ambiental também permanente", afirmou.

Os agentes --cerca de 100-- devem começar a ser treinados no segundo semestre deste ano. Ainda não foi definido se serão de responsabilidade do Ibama ou dos Estados.

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (334) 03/12/2009 13h55
Valentin Makovski (334) 03/12/2009 13h55
A politica de preservação de terras indígenas no Brasil é tão patética que da dó. Não de agora mas de anos e muitos anos atras, se criou reservas indígenas a deus dará, a mesma política de assentamentos de terra, se dá a terra e se esquece do cara, da familia do assentado. Depois de 20 anos se volta lá e se confirma que ele não esta mais lá, vendeu a terra a preço de banana, ou mesmo morreu de fome. Com os indios se faz o mesmo, o Brasil tem 8 Milhões de metros quadrados, tem terra que não acaba mais, pq se tem esses problemas???? Se o governo cria uma reserva indígena, pq não se proteje ela? Pq se deixa um grupo de garimperos chegar até lá?? Sabe e uma estupidez brutal ficar aqui discutindo o pq disso o pq daquilo, temos leis no Brasil que são como o queijop suíço, cheio de buracos, não servem p/ nada. Indios são indios, não são sem terras, não são produtores rurais, não são garimperos, são Indios. E Indios tem que ter sua terra, e ser protegidos pelo Estado, Estado quer dizer Exercito, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal, etc, etc. Garimperos, Grilheiros, Invasors, tem que ser combatidos por todos aquelas instituições que protegem os Indios, é fácil e simples de entender. sem opinião
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Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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