Governo do RN nega partilha de dinheiro de propina na residência da governadora
da Folha Online
O governo do Rio Grande do Norte divulgou nota neste sábado na qual nega que houve partilha de dinheiro de propina dentro da residência oficial da governadora Wilma de Faria (PSB). No documento, o governo diz que tomará "todas as medidas administrativas necessárias" para apurar as suspeitas levantadas pela Polícia Federal contra alguns assessores de Wilma durante a Operação Hígia.
Ontem, a PF prendeu Lauro Maia, filho da governadora, e outras 12 pessoas suspeitas de desviarem verba pública por meio de fraude a processos licitatórios. À noite, TRF-5 (Tribunal Regional Federal da 5ª Região), com sede em Recife, negou habeas corpus pedido pela defesa de Maia.
A operação cumpriu os 13 mandados de prisão e 42 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Norte e Paraíba. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal do RN.
"O governo do Rio Grande do Norte repele com veemência e indignação as insinuações, veiculadas na imprensa, de que uma suposta partilha de propina tenha sido feita dentro da residência oficial da governadora Wilma de Faria", diz a nota assinada pelo secretário de Comunicação Social do Estado, Rubens Lemos Filho.
Segundo a PF, a quadrilha celebrava ilicitamente contratos de higienização hospitalar e locação de mão-de-obra. Também houve, de acordo com a polícia, a prática de corrupção de agentes públicos e tráfico de influência para contratações emergenciais.
A Polícia Federal informou que a quadrilha desviava verbas públicas por meio de contratos mantidos pelas empresas investigadas com o poder público. Os contratos eram celebrados e prorrogados mediante o pagamento de vantagens pecuniárias indevidas a servidores públicos.
As investigações foram iniciadas no final de 2005. Segundo a PF, os valores dos contratos fraudados somam mais de R$ 36 milhões.
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