Garibaldi diz que prepara uma alternativa à CSS e defende articulação de Lula
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse hoje que até quinta-feira estará concluída a proposta alternativa à cobrança da CSS (Contribuição Social para a Saúde). O peemedebista pediu à sua consultoria jurídica a elaboração de uma alternativa para evitar a criação da nova CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
"Pedi um estudo dos mais realistas, tendo em vista que estamos vendo a passos largos uma proposta do próprio governo", disse Garibaldi, negando que sua determinação seja derrubar a CSS. "A idéia não é derrubar a CSS, é ter uma alternativa."
Para Garibaldi, a CSS teria um processo de negociação no Congresso facilitado caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se envolvesse diretamente nas articulações. Segundo ele, a aprovação da proposta do Senado seria um presente que Lula não recusaria.
"Eu acho que o presidente [Lula] não quer se envolver nas articulações. Mas se resolvessem dar isso [a aprovação da CSS] de presente para ele, ele não deixaria de querer [ganhar este presente]", afirmou o presidente do Senado.
Em seguida, irônico, Garibaldi disse que a interferência direta de Lula é capaz de sensibilizar seus aliados de forma eficiente. "Sem a interferência dele [do presidente da República] fica mais difícil. Com a interferência, ele consegue sensibilizar aqueles que fazem parte de sua base", disse ele.
Garibaldi lembrou ainda que em ano eleitoral aprovar a criação de um novo imposto é um desafio. "A coisa não vai ser fácil. Ano eleitoral dificulta. Os parlamentares pensam na repercussão. Quem chega na sua base sente que há uma repercussão e aqueles que são contrários são mais ostensivos e aparecem mais", afirmou.
O presidente do Senado defendeu que se elevem os impostos de mercadorias apontadas como "supérfluas". Como exemplos, Garibaldi citou as bebidas, o fumo e os veículos de luxo.
A emenda 29 (que amplia os recursos para a saúde) e a CSS devem ser votadas no Senado apenas no segundo semestre. O novo imposto define a cobrança de 0,10% de alíquota sobre todas as transações financeiras e isenção para os assalariados e beneficiários do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) que recebem até R$ 3.038.
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A roubalheira praticada pelos políticos acampados no Congresso Nacional e por esse Brasil afora, nos enche de vergonha e de arrependimento por tê-los eleitos.
O governo emprestou dinheiro para o FMI, para a Bolívia, nos assalta com impostos criminosos embutidos nas mercadorias e ainda querem nos esfolar vivos com a maldita parente da CPMF.
Vão cobrar os sonegadores do IR e do INSS, reduzam as verbas destinadas a manter os nababos do Congresso e combatam a corrupção desenfreada que vai sobrar muito dinheiro, não só para a saúde como para todas as obras sociais que se fazem necessárias.
Até parece que existe uma curriola política, cujo papel é criar meios para extorquir a população brasileira.
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