Brasil
16/06/2008 - 20h45

Lula cobra mais ação do PT para aprovar reforma política, dizem intelectuais

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MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta segunda-feira durante reunião com intelectuais em São Paulo mais ação do PT para dar encaminhamento à aprovação da reforma política na Câmara. Segundo intelectuais que participaram do encontro, Lula teria dito que esperava uma posição "mais agressiva" de líderes do partido para "encabeçar" a votação da proposta.

Além de contestar a posição do PT, o presidente também teria dito que esperava uma "pressão maior" da sociedade civil cobrando uma resposta dos parlamentares.

A proposta de reforma política está parada na Câmara dos Deputados por falta de consenso entre os parlamentares. Entre os pontos polêmicos estão o financiamento público de campanhas eleitorais e o sistema de lista fechada pré-ordenada pelos partidos com o nome dos candidatos.

A reportagem não localizou o líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE), para comentar o assunto.

Lula se reuniu no escritório da Presidência da República em São Paulo com 37 intelectuais que apresentaram uma pauta de discussão com 14 itens, incluindo políticas sociais do governo, dívida externa, conflitos indígenas, questão agrária, entre outros.

Segundo os intelectuais, não surgiu nenhuma proposta durante o encontro nem foi apresentada nenhuma reivindicação. Apenas ficou decidido que Lula se dispôs a abrir espaço na agenda dele para novos encontros. A reunião de hoje foi a terceira desde o início do governo LUla. A primeira foi em 2003 e a segunda em 2006.

VargiLog

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) também participou do encontro. Segundo intelectuais, a ministra aproveitou a reunião para fazer sua defesa das acusações sobre a venda da VarigLog.

Em depoimento no Senado, a ex-diretora da Anac (Agência Nacional) Denise Abreu acusou Dilma de ter pressionado a agência a aprovar a venda da VarigLog para um fundo norte-americano.

Hoje, a ministra lembrou que todo o processo de venda da VarigLog foi acompanhado pelo Poder Judiciário e que, por isso, as acusações de Abreu não tinham fundamento.

Para os intelectuais, a defesa de Dilma foi um sinal de que o governo está disposto a tratar com transparência até as questões delicadas, como a venda da VargiLog.

Segundo os intelectuais, o presidente disse que o depoimento de Abreu foi um "desperdício de tempo" dos senadores mais preocupados em criar um escândalo.

 

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