Temporão diz que emenda 29 fará Estados gastarem mais com Saúde
DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse ontem que "os Estados terão que botar mais dinheiro na Saúde" caso a emenda 29, que também cria a CSS (Contribuição Social para a Saúde), seja aprovada pelo Congresso.
"A emenda vai regulamentar o que são gastos com a Saúde. Hoje, 20 dos 27 Estados não aplicam o correto no setor", disse o ministro antes de participar da inauguração de um hospital, em Curitiba.
Apesar da votação apertada na Câmara, quando a CSS foi aprovada na semana passada por 259 votos (apenas dois a mais que o necessário), Temporão espera aprovação também no Senado, embora há críticas de que a contribuição ajudará a aumentar a carga tributária.
"Claro que há toda uma polêmica do ponto de vista da estrutura fiscal do país. Se o peso dos tributos já é excessivo. [Mas] Eu tenho de olhar do lado da demanda do SUS e dos 170 milhões de brasileiros que dependem única e exclusivamente do sistema", disse o ministro.
Ao ser lembrado da promessa de que a criação da CPMF também traria mais dinheiro para a saúde, o que não se revelou na prática, Temporão afirmou que "naquela época não havia no texto da lei que criou a CPMF uma amarração que dissesse que, obrigatoriamente, a totalidade dos recursos deveria ser destinada ao Fundo Nacional de Saúde. Agora essa redação está lá. Isso garante", afirmou o ministro.
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A roubalheira praticada pelos políticos acampados no Congresso Nacional e por esse Brasil afora, nos enche de vergonha e de arrependimento por tê-los eleitos.
O governo emprestou dinheiro para o FMI, para a Bolívia, nos assalta com impostos criminosos embutidos nas mercadorias e ainda querem nos esfolar vivos com a maldita parente da CPMF.
Vão cobrar os sonegadores do IR e do INSS, reduzam as verbas destinadas a manter os nababos do Congresso e combatam a corrupção desenfreada que vai sobrar muito dinheiro, não só para a saúde como para todas as obras sociais que se fazem necessárias.
Até parece que existe uma curriola política, cujo papel é criar meios para extorquir a população brasileira.
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