Chinaglia quer colocar reforma tributária em votação até o fim de junho
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Com o esperado esvaziamento do Congresso Nacional no segundo semestre deste ano, em conseqüência das eleições municipais, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), vai tentar colocar em votação até o final de junho a proposta de reforma tributária em tramitação na Casa Legislativa. Chinaglia disse que o relator da proposta, deputado Sandro Mabel (PR-GO), prometeu apresentar seu parecer nos próximos dias.
Chinaglia assegurou, no entanto, que a Câmara não estará esvaziada antes do início do recesso parlamentar do mês de julho, que terá início dia 15. "Campanha eleitoral, por mais que seja importante, não servir de pretexto para que deputados não compareçam às sessões. Vou levar ao colégio de líderes uma proposta para o melhor funcionamento no segundo semestre."
Segundo Chinaglia, os deputados não terão suas faltas justificadas se apresentarem como argumentos para as ausências a participação nas eleições municipais. "Não vai ser assim: estou em campanha, me comunico na volta", afirmou.
Nova CPMF
Chinaglia também espera concluir até o final desta semana a votação da nova CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), batizada de CSS (Contribuição Social para a Saúde). O deputado reconheceu que, como há uma medida provisória trancando a pauta de votações da Casa, a oposição pode dificultar a conclusão da votação da emenda 29 (que amplia recursos para a saúde e estabelece a criação da CSS).
"Pode ser possível votar parte dos destaques hoje e o restante amanhã. Não creio que haja grandes divergências quanto ao mérito da medida provisória, mas a obstrução pode ocorrer em torno do tema [emenda 29]."
Na semana passada, a base aliada da Câmara aprovou a emenda 29 e a criação da CSS com apenas dois votos a mais que o mínimo necessário. Os deputados, no entanto, ainda não votaram quatro destaques à matéria que modificam os percentuais destinados para o repasse à saúde.
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A roubalheira praticada pelos políticos acampados no Congresso Nacional e por esse Brasil afora, nos enche de vergonha e de arrependimento por tê-los eleitos.
O governo emprestou dinheiro para o FMI, para a Bolívia, nos assalta com impostos criminosos embutidos nas mercadorias e ainda querem nos esfolar vivos com a maldita parente da CPMF.
Vão cobrar os sonegadores do IR e do INSS, reduzam as verbas destinadas a manter os nababos do Congresso e combatam a corrupção desenfreada que vai sobrar muito dinheiro, não só para a saúde como para todas as obras sociais que se fazem necessárias.
Até parece que existe uma curriola política, cujo papel é criar meios para extorquir a população brasileira.
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