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Brasil
17/06/2008 - 16h49

Ministros pedem autorização para participarem de campanha; Lula adia decisão

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi pressionado nesta terça-feira pelos ministros para liberá-los para as campanhas eleitorais municipais de outubro. Em reunião realizada hoje, no Palácio do Planalto, a maioria dos presentes apelou a Lula que autorize a participação em palanques de todo o país, estabelecendo o mínimo de restrições. Sem consenso, o presidente ficou de pensar e voltar a reunir-se ainda esta semana com os ministros.

Durante a reunião de hoje houve um racha sobre como deve ser a orientação para a participação dos ministros nas eleições. Um grupo, liderado pelos ministros Carlos Lupi (Trabalho), Márcio Fortes (Cidades), Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Alfredo Nascimento (Transportes) e Orlando Silva (Esportes), defende que se libere geral. Outro, encabeçado por José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) é favorável que se limitem as participações aos Estados de origem de cada um.

A Folha Online apurou que o presidente reiterou que por enquanto não pretende participar das campanhas. Mas um dos seus auxiliares afirmou que essa posição de Lula ainda pode ser alterada. Tanto que Luiz Marinho, ex-ministro da Previdência e é pré-candidato a prefeito em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), disse ter esperanças de que o presidente participe de sua campanha.

Para buscar um acordo sobre como serão as participações de cada um nas eleições de outubro, Lula reuniu hoje os ministros José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), Marcio Fortes (Cidades), Alfredo Nascimento (Transportes), Carlos Lupi (Trabalho), Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Orlando Silva (Esportes), Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência), Sergio Resende (Ciência e Tecnologia), Pedro Brito (Portos) e Gilberto Gil (Cultura).

Cartilha

Interlocutores do presidente afirmam que a tendência é de liberar geral, sem restrições, para que os ministros participem das campanhas eleitorais. Mas o advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, foi incumbido por Lula para preparar uma espécie de cartilha. No manual, Toffoli vai colocar de forma clara e objetiva o que a lei permite às autoridades que estão no Executivo fazerem durante as eleições.

Durante a reunião, Múcio apelou para que se houver uma regra geral de conduta sejam abertas exceções. Para Múcio, o ideal é que ele participe apenas das eleições em Pernambuco, uma vez que lida diretamente com as relações entre Planalto e Congresso e poderia lhe causar mal-estar entre um e outro aliado.

Segundo interlocutores, Múcio ressaltou durante a reunião que em cada município há particularidades envolvendo os partidos que apóiam o governo. Daí sua preocupação em não se envolver em locais que não sejam seus territórios eleitorais.

Brincadeiras

A Folha Online apurou que durante a reunião o ministro Tarso Genro (Justiça) brincou com Lupi. O ministro da Justiça disse que não se importaria que o colega participasse da campanha do PDT em Porto Alegre (RS). O comentário de Tarso só ocorreu porque o PDT em Porto Alegre não lançou candidato, mas vice-prefeito na chapa do PMDB --José Fortunatti.

Já os ministros Marcio Fortes e Alfredo Nascimento destacaram que são favoráveis à ampliação da autorização porque têm correligionários em vários municípios por todo país e não apenas nos seus Estados de origem. Fortes é do Rio de Janeiro, enquanto Nascimento é de Manaus.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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