Brasil
17/06/2008 - 18h42

Base aliada quer concluir votação da emenda 29 na Câmara até amanhã

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A base aliada do governo na Câmara quer concluir a votação da emenda 29 (que amplia os recursos para a saúde) no plenário da Casa Legislativa até amanhã. Os governistas pretendem aprovar a medida provisória que tranca a pauta de votações da Câmara para votar nesta terça-feira pelo menos dois dos quatro destaques da emenda 29 que ficaram pendentes na semana passada.

O mais polêmico dos destaques, que modifica a base de cálculo da CSS (Contribuição Social para a Saúde), deve ser analisado amanhã. O destaque prevê que o novo tributo não deve incidir sobre a movimentação financeira realizada no país, o que descaracterizaria a CSS dos moldes propostos pelos governistas.

O novo imposto foi sugerido como alternativa ao fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que também incidia sobre as movimentações financeiras. "Vamos tentar votar hoje pelo menos dois destaques", disse o líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE).

Parte da oposição também defende a votação dos destaques, mas DEM e PSDB estão divididos sobre a estratégia a ser seguida na Câmara. O líder do DEM na Câmara, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), disse ser favorável à obstrução da medida provisória que tranca a pauta da Câmara para retardar a conclusão da emenda 29.

"Teremos um segundo turno da CSS no plenário da Câmara. Essa semana o governo tem menos mobilização em sua base aliada, acho que o governo terá mais dificuldades para aprovar a matéria daqui para frente", afirmou.

O líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP), defendeu a conclusão da votação dos destaques para que a matéria seja derrubada pela oposição no Senado. "O governo está mais desidratado. Continuo defendendo a conclusão da votação da CSS, mas concordo que temos que fazer isso combinados com o Senado."

A oposição deve decidir uma única estratégia a ser seguida na Câmara, com o aval de líderes do DEM e PSDB no Senado. Os oposicionistas reconhecem que ainda precisam reunir votos para derrubar a emenda 29 e a criação da CSS no plenário da Casa.

Na semana passada, a base aliada da Câmara aprovou a emenda 29 e a criação da CSS com apenas dois votos a mais que o mínimo necessário no plenário da Casa.

Como a correlação de forças entre governo e oposição é mais equilibrada no Senado, a oposição aposta que a matéria será derrubada pelos senadores, a exemplo do que ocorreu no final do ano passado com a CPMF.

Comentários dos leitores
O Povo concorda, sim! Só não concorda com essa contribuição corrupto que quer se enconder, sonegando. sem opinião
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andre moreira ribeiro (1) 03/09/2009 21h31
andre moreira ribeiro (1) 03/09/2009 21h31
Uma forma inteligente de fazer justiça social: quem movimenta muito dinheiro no banco contribuirá com um milésimo de sua fortuna e dará ao Estado mais recursos para trazer benefícios para a população. Se vc tem muito dinheiro orgulhe-se de ajudar o país, pense na coletividade e movimente-o no banco. 4 opiniões
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darci nunes (20) 20/08/2009 21h43
darci nunes (20) 20/08/2009 21h43
O povo repudia a nova versão da CPMF, cuja finalidade é extorquir a população. Como se não bastasse o verdadeiro assalto que os bancos praticam com a cobrança de suas taxas absurdas e isso para emprestar nosso dinheiro, o que lhes garante lucro certo e fácil.
A roubalheira praticada pelos políticos acampados no Congresso Nacional e por esse Brasil afora, nos enche de vergonha e de arrependimento por tê-los eleitos.
O governo emprestou dinheiro para o FMI, para a Bolívia, nos assalta com impostos criminosos embutidos nas mercadorias e ainda querem nos esfolar vivos com a maldita parente da CPMF.
Vão cobrar os sonegadores do IR e do INSS, reduzam as verbas destinadas a manter os nababos do Congresso e combatam a corrupção desenfreada que vai sobrar muito dinheiro, não só para a saúde como para todas as obras sociais que se fazem necessárias.
Até parece que existe uma curriola política, cujo papel é criar meios para extorquir a população brasileira.
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