TSE mantém multa à governadora do RN por propaganda eleitoral irregular
colaboração para a Folha Online
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou recurso à governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria (PSB), que pedia a liberação de uma multa aplicada pelo TRE-RN (Tribunal Regional Eleitoral) por propaganda eleitoral fora de época. No recurso, a governadora também pedia autorização para continuar a veicular a propaganda proibida, sobre obras e ações do governo estadual.
A denúncia foi feita pelo PMDB-RN, que acusava Wilma de utilizar bolas, bandeiras e ornamentos nas cores vermelha e amarela durante os eventos oficiais do governo. Segundo o PMDB, as cores fariam alusão à trajetória política da governadora e de seu partido. De acordo com a denúncia, nos balões, havia frases como "Governo de Todos" e "3 anos fazendo o Rio Grande do Norte melhor".
No recurso apresentado ao TSE, a governadora argumenta que não houve interesse processual do PMDB de agir na ação contra ela porque a representação só foi apresentada mais 48 horas depois dos fatos ocorridos.
Wilma argumentou ainda que a Constituição Federal permite a publicidade de obras e eventos de governo. A governadora também nega que tenha pedido votos ou feito qualquer referência a uma possível candidatura.
O PSB, com o apoio de Wilma, definiu que vai se aliar à candidata do PT, Fátima Bezerra, nas eleições à Prefeitura de Natal em outubro.
Para o ministro Marcelo Ribeiro, relator do recurso no TSE, o TRE já deu seu parecer sobre o caso e não caberia ao TSE reavaliar esta questão.
Escândalo
Ontem, a governadora defendeu a inocência do filho Lauro Maia, preso com outras 12 pessoas na última sexta-feira (13) em operação da Polícia Federal, suspeito de integrar um suposto esquema de fraudes em licitações na Secretaria da Saúde do Estado.
"Ninguém vai me fazer baixar a cabeça. Vamos continuar fazendo o caminho do compromisso com meu Estado e minha cidade e não vou me deixar vencer pelo sofrimento", disse.
Segundo a PF, o grupo desviou R$ 36 milhões dos cofres públicos em três anos. A PF não aponta indícios de participação de Wilma no caso. A investigação levantou suspeitas de que a casa da governadora tenha sido usada pelo grupo em uma divisão de dinheiro, o que o governo nega.
O filho da governadora permanece detido na sede da PF, em Natal.
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