Brasil
18/06/2008 - 19h28

Marta visita a periferia de São Paulo, mas nega estar em campanha

MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online

"Ainda não posso fazer campanha, mas posso andar pela cidade e me apropriar das informações". Com essa frase, Marta Suplicy, ex-prefeita e pré-candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, começou sua visita às proximidades do CEU (Centro Educacional Unificado) Vila Atlântica, em Pirituba (zona norte de São Paulo), onde passou a tarde desta quarta-feira conversando com moradores e pais de alunos.

Um dia após ser multada pela Justiça Eleitoral pelas entrevistas concedidas à Folha e à Abril, a pré-candidata mostrou-se preocupada em enfatizar que não está em campanha e que não está pedindo votos, o que repetiu várias vezes durante a tarde.

"Eu tenho o direito como cidadã de me reunir em lugares particulares com pessoas que querem me ouvir. Acho que isso não vão me cercear, porque seria um pouco além da conta. Já foi além da conta esse primeiro cerceamento [a multa]", disse.

As campanhas eleitorais só são permitidas a partir do dia 6 de julho. "Até julho está proibido fazer campanha, mas não falar com o povo", disse às pessoas da comunidade próxima ao CEU Paulistano, também na zona norte, onde esteve em seguida.

Apesar do cuidado da pré-candidata, o presidente zonal do PT na Freguesia do Ó, Martinsalen Covas Pontes, deixou escapar a frase "Marta é a nossa candidata", corrigindo na seqüência para "é a nossa companheira", ao encerrar a visita à comunidade. "Se ele chamou [de candidata], não devia. Eu não ouvi", afirmou Marta.

O PT deve oficializar a candidatura de Marta no próximo dia 29, quando acontece a convenção do partido. Até lá, a pré-candidata cumpre uma agenda temática para, segundo ela, ouvir a opinião dos paulistanos sobre temas como educação --foco da semana-- trânsito e transporte público, saúde, segurança pública e habitação.

Críticas

Durante as visitas às vizinhanças dos CEUs --Marta não chegou a entrar nos centros-- a pré-candidata fez duras críticas à gestão DEM-PSDB na área de educação, do atual prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM). "Todos [os CEUs] pioraram nos últimos anos. [...] Isso porque eles não investiram em educação. Eles realmente não trabalham pela periferia", disse em discurso.

Marta acusou ainda a gestão DEM-PSDB de não ter "planejamento" e de não ter mantido o "conceito cultural e esportivo" dos CEUs. "Agora eles pedem dinheiro para o presidente Lula para fazer creches. Isso é porque não planejaram", afirmou.

Nesta sexta-feira, o ministro Fernando Haddad (Educação) participa de um seminário sobre o tema em São Paulo, organizado pelo diretório municipal do PT. Na ocasião, a pré-candidata deve apresentar suas propostas na área de educação para a cidade.

Comentários dos leitores
Master Simbad (1) 21/08/2008 20h06
Master Simbad (1) 21/08/2008 20h06
Só queria dizer pro demo aqui em baixo que o presidente não chamou os estudantes de "babacas" e sim pessoas como você que realmente é um babaca da pior espécie. sem opinião
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M Mig (307) 21/08/2008 19h35
M Mig (307) 21/08/2008 19h35
Yvonne Ferreira,
Pesquise na Wikipedia sobre a marta suplicy e verá o que é deixar um rombo para trás.
sem opinião
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DARCI SEKIYA (27) 21/08/2008 19h07
DARCI SEKIYA (27) 21/08/2008 19h07
NO BRASIL HABITUOU-SE A DIZER QUE DECISÃO JUDICIAL NÃO SE DISCUTE: SE CUMPRE!
EXCELENTE, PORTANTO, A DECISÃO DO STF (SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL) DE APROVAR A SÚMULA VINCULANTE, QUE PROÍBE O NEPOTISMO NO SERVIÇO PÚBLICO NOS TRÊS PODERES: EXECUTIVO, JUDICIÁRIO E LEGISLATIVO. COM ISSO, OS POLÍTICOS TAMBÉM FICAM PROIBIDOS DE CONTRATAREM PARENTES ATÉ 3º GRÁU, ACABANDO, ASSIM, COM A FARRA DO 'TREM DA ALEGRIA', OU SEJA, DE PAGAREM COM DINHEIRO PÚBLICO, FILHOS, IRMÃOS, SOGROS, SOBRINHOS, PRIMOS, ENFIM, FAMILIARES 'COMPETENTES'.
PORÉM, PREOCUPADOS, OS POLÍTICOS ESTÃO SE MOBILIZANDO PARA, NA BASE DO 'JEITINHO BRASILEIRO', CRIAR COTAS PARA PARENTES OCUPAREM CARGOS DE CONFIANÇA. TAL PREOCUPAÇÃO CORROBORA COM UMA ANTIGA DENÚNCIA DANDO CONTA DE QUE ALGUNS VEREADORES, DEPUTADOS (ESTADUAIS E FEDERAIS) E ATÉ SENADORES DA REPÚBLICA UTILIZAM A VERBA DE GABINETE PARA 'ENGORDAR' OS PRÓPRIOS RENDIMENTOS NA MEDIDA EM QUE FICAM COM PARTE DOS SALÁRIOS DOS PARENTES CONTRATADOS PARA 'ASSESSORÁ-LOS'. A PARTIR DESSA PROIBIÇÃO É NECESSÁRIO FISCALIZAR NO SENTIDO DE VERIFICAR, SE OS 'CABIDES DE EMPREGO', PELO MENOS COMPARECEM PARA 'TRABALHAR'.
O STF PODIA PRESTAR OUTRO GRANDE SERVIÇO À NAÇÃO EXTERMINANDO A VERBA DE GABINETE, UM PRIVILÉGIO QUE OS POLÍTICOS 'ADQUIRIRAM' NA ÉPOCA DA DITADURA MILITAR. AFINAL, A CONTRATAÇÃO DE PARENTES POR PARTE DOS POLÍTICOS, POR SÍ SÓ, DEMONSTRA QUE ESSA TAL VERBA É COMPLETAMENTE DESNECESSÁRIA PARA O EXERCÍCIO DA ATIVIDADE PARLAMENTAR.
DARCI SEKIYA - O REPÓRTER
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