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Brasil
18/06/2008 - 20h39

Governo derruba destaques da oposição para emenda 29

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O governo conseguiu derrubar nesta quarta-feira, por 262 votos contrários, 107 favoráveis e duas abstenções, destaque apresentado pela oposição ao texto da emenda 29 (que amplia os recursos para a saúde) que destinava à saúde 10% da receita total da União. Hoje, esse percentual fica em torno de 7%, com tendência de queda, porque a arrecadação tem crescido mais que a economia do país.

Com a rejeição do destaque, o texto-base do deputado Pepe Vargas (PT-RS), aprovado na semana passada pela Câmara, fica mantido. O texto prevê que a área da saúde terá suas verbas reajustadas a cada ano conforme a variação da inflação e o crescimento da economia, como ocorre atualmente. Os recursos adicionais serão os arrecadados pela nova CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), batizada de CSS (Contribuição Social para a Saúde).

O relator estabeleceu que a União deve repassar o total da variação do PIB (Produto Interno Bruto) mais a inflação e o valor global da CSS integralmente para a área da saúde.

Os governistas também conseguiram derrubar hoje outro destaque da oposição que suprimia o artigo que estabelece a base de cálculo da contribuição, ou seja, sobre que valores incidirá a alíquota de 0,1% da CSS. Com maioria no plenário, a base aliada reuniu 291 votos contrários ao destaque, contra apenas 44 da oposição.

Polêmica

Os deputados também vão tentar votar nesta quarta-feira o destaque mais polêmico da emenda 29 apresentado pela oposição: o que retira a base de cálculo do novo tributo, sem que a CSS incida necessariamente sobre as movimentações financeiras do país.

Se o destaque fosse aprovado, a criação do novo tributo seria prejudicada uma vez que a nova CPMF, com alíquota de 0,1%, vai incidir sobre as movimentações financeiras do país.
A oposição classificou o destaque de "segundo turno" da CPMF, uma vez que a mudança descaracteriza o texto do deputado Pepe Vargas. A expectativa dos governistas, no entanto, é derrubar o destaque por ampla maioria --por esse motivo mobilizou aliados para permanecerem no plenário da Casa.

Líderes governistas dispararam telefonemas para evitar que os deputados viajassem para Belo Horizonte para assistir, esta noite, o jogo do Brasil com Argentina pelas eliminatórias da Copa.

Comentários dos leitores
O Povo concorda, sim! Só não concorda com essa contribuição corrupto que quer se enconder, sonegando. sem opinião
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andre moreira ribeiro (1) 03/09/2009 21h31
andre moreira ribeiro (1) 03/09/2009 21h31
Uma forma inteligente de fazer justiça social: quem movimenta muito dinheiro no banco contribuirá com um milésimo de sua fortuna e dará ao Estado mais recursos para trazer benefícios para a população. Se vc tem muito dinheiro orgulhe-se de ajudar o país, pense na coletividade e movimente-o no banco. 4 opiniões
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darci nunes (20) 20/08/2009 21h43
darci nunes (20) 20/08/2009 21h43
O povo repudia a nova versão da CPMF, cuja finalidade é extorquir a população. Como se não bastasse o verdadeiro assalto que os bancos praticam com a cobrança de suas taxas absurdas e isso para emprestar nosso dinheiro, o que lhes garante lucro certo e fácil.
A roubalheira praticada pelos políticos acampados no Congresso Nacional e por esse Brasil afora, nos enche de vergonha e de arrependimento por tê-los eleitos.
O governo emprestou dinheiro para o FMI, para a Bolívia, nos assalta com impostos criminosos embutidos nas mercadorias e ainda querem nos esfolar vivos com a maldita parente da CPMF.
Vão cobrar os sonegadores do IR e do INSS, reduzam as verbas destinadas a manter os nababos do Congresso e combatam a corrupção desenfreada que vai sobrar muito dinheiro, não só para a saúde como para todas as obras sociais que se fazem necessárias.
Até parece que existe uma curriola política, cujo papel é criar meios para extorquir a população brasileira.
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